Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

8Aug/123

Big Ben – Hora Errada

francesinha

Ora viva! Depois de uma pausa estratégica para festejar o nosso 2º Aniversário, estamos de volta ao nosso 'safari' gastronómico. Não podemos deixar de agradecer a todos os presentes que fizeram daquele dia um dia ainda mais especial para o Projecto Francesinha. Uma palavra para o local, O Paquete, obrigado pela recepção e simpatia. De facto uma casa que sabe o que faz. A vontade de conhecer o nosso Portugal profundo é algo que nos motiva. Desta feita aproveitamos e seguimos pela N14 em direcção a norte. A paragem foi feita onde surgiu uma placa a dizer - Ribeirão. Bem ali nos limites entre Trofa e Vila Nova de Famalicão. A paragem foi feita bem de frente do Big Ben. Para tal foi necessário fazer um pequeno desvio da N14, um corte á esquerda. O melhor é mesmo perguntar.

Um monumento em miniatura decora a entrada desde local. Entramos e parece que estamos dentro de um templo de admiração ao famoso relógio. Fotografias expostas cobrem todas as paredes. Subimos para o andar superior. Duas ou três mesas apresentam clientes que se dedicam com todas as forças ao exercício de saborear e aproveitar mais um final de tarde de ócio. Sem menu e de bloco de anotações em punho somos interpelados pelo empregado. Pedimos sem pestanejar Francesinha com ovo e batata frita. Passados alguns minutos e alguma conversa surgem elas. Rodeadas de batata frita em pratos fundos. Um ovo imponente no topo cobre por completo toda a Francesinha. As batatas já bem demolhadas rodeiam a Francesinha.

O molho demasiado amarelo e sem aquele picante que tanto gostamos. Em textura está lá mas falta o resto... No interior as carnes estão em quantidade, mas não em qualidade. Temos um bife pequeno e com bastante nervo. Linguiça e salsicha 'Frankfurt' também aparecem no interior. Fiambre e bacon também por lá aparecem. De facto estes ingredientes não combinam, falta ali algum 'amor' na confecção.

E a história fica por aqui. Não há muito a contar, de facto um Francesinha sem muita história. A viagem é longa e bem mais perto existem opções bem mais agradáveis.

Até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 6 6 6 6.00
Molho 5 4 4 4 4.25
Batatas 8 7 8 6 7.25
Inovação 4 5 5 6 5.00
Ingredientes 6 5 5 4 5.00
Preço 5 6 6 6 5.75
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 5.50 5.67 6.83 5.54
CUSTO TOTAL 7,30 €

 

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25Jun/123

Café Atenas – Matéria bem estudada

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Caros amantes de Francesinhas, o vosso Projecto favorito está de volta! Embalados pelas boas ondas que assolam o país do futebol partimos hoje para a cidade dos estudantes. Reunião marcada e à hora certa estamos todos reunidos. Partimos então para Coimbra, mais concretamente para o Café Atenas. Muito comentado e amplamente recomendado pelos nossos leitores mais atentos. Não poderiamos passar ao lado dessas sugestões.
Trajecto fácil, rumo a sul.

Chegados á bela cidade de Coimbra. Estudantes de capa negra vagueam pela rua e aproveitam os ultimos raios de sol. Divertem-se nas muitas esplanadas da cidade e programam a noite que se aproxima. Para nós os destino é outro. Procuramos os Café Atenas e um manjar que nos forre o estômago devidamente. A fome já aperta.

Aí está ele! Finalmente encontramos o famoso Café Atenas. Gente á porta e o interior está repleto! Tudo boas notícias. Entramos a sala está cheia, mas com alguma perícia lá se orienta uma mesa para os quatro. Malta jovem e de trato fácil preenche as mesas, deliciam-se com Francesinhas. Pedimos sem vacilar: Francesinha com batata frita e ovo. Pedimos também um 'sortido' de entradas. A fome aperta e é preciso aconchegar o estômago antes do prato principal.

Lá do fundo, de uma janelinha saem a uma velicidade estonteante pratos com paralelepípedos amarelos envolvidos em vapor. Vão voando para outras mesas enquanto nos vai crescendo água na boca. Acabou o 'sortido'. Sem contar surge na mesa uma travessa imponente de batata frita. Batata daquela que nós tanto gostamos, está a ganhar pontos. Quantidade e qualidade. Vem mais uma rodada de bebidas. Chegam elas, uma a uma como modelos de alta custura desfilam da janelinha lá do fundo até a nossa mesa.

Aspecto compacto e bom tamanho. A cor do molho impressiona. Somos seduzidos á primeira vista. Chegam à mesa e aquele cheirinho do molho não engana, aqui sabem da 'poda'...O molho picante e com boa textura. Um pouco líquido mas tem aquele sabor que nos agrada bastante. Intenso e explosivo no palato. Os condimentos estão lá todos. Acamados como manda a lei. Bife tenro e soculento poderia ser só um pouco mais alto. Salsicha e linguiça de boa qualidade. Fiambre em boa quantidade finaliza este interior de sonho. Uma sanduíche compacta e bem feita. No fundo como todas as Francesinhas deveriam ser. Todo o saber e amor foi transportado para a cidade dos estudantes.

Estamos perante uma Francesinha de topo. Claramente o Zé do Atenas sabe o que faz. Bom serviço, boa comida. Esta casa tem tudo para continuar o bom caminho que já fez! Ficamos felizes por saber que em Coimbra também se pode saborear uma boa Francesinha. Parabéns pelos 12 anos de casa e esperamos que sejam no mínimo sejam outros tantos.

A cidade Coimbra está muito bem servida com esta casa. Realmente uma surpresa bastante agradável. Certamente ensina a arte de bem cozinhar uma Francesinha a muitas casas que existem na Invicta.
Vale bem a pena a visita para quem esteja de visita á cidade de Coimbra.

Até breve e boas Francesinhas!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 7 6 7 6 6.50
Molho 7 5 5 5 5.50
Batatas 7 7 8 8 7.50
Inovação 6 6 6 6 6.00
Ingredientes 8 8 8 9 9.25
Preço 7 7 7 7 7.00
PONTUAÇÃO FINAL 7.00 6.50 6.83 6.83 6.79
CUSTO TOTAL 8,30 €
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11Jun/126

Manjar das Francesas – Meia Torrada

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Para nós, é mais uma etapa. Mais uma casa visitada...mais uns kms percorridos. Não estamos muito a fazer contas...nem a ver qual é o melhor sítio para ir, o mais mediático. Simplesmente vamos. A francesinha é apenas o pretexto para o encontro de 4 amigos. Um detalhe importante é claro...mas nada mais do que isso. Ainda por cima, o Europeu está a decorrer....o tema de conversa é incontornável. O GPS indicou que já lá estávamos...o reclamo de fora confirmava as nossas expectativas. Chegávamos a Amorim, na Póvoa de Varzim...mais concretamente ao Manjar das Francesas.

O espaço é pitoresco: fica entre a estrada nacional da Póvoa do Varzim e Braga, na pequena vila de Amorim. Àquela hora, estava lotado...uma quinta-feira feriado. À nossa volta dançavam todo o tipo de snacks possíveis....após questionarmos o empregado, lá nos sentámos. Quando nos ofereceram o menu, ficamos bastante baralhados: há vários tipos de francesinhas e nenhum parece-se sequer com o que estamos habituados. Após alguma pesquisa e trocas de impressões, decidimo-nos pela francesinha americana...fosse lá o que isso quisesse dizer. A cerveja já marcava presença óbvia no nosso estádio....pode-se dizer até que entrou a marcar :) As expectativas para a estreia de Portugal eram grandes...e as para a francesinha eram maiores, tal a velocidade com que elas passavam por nós. Podemos dizer até demasiado rápido: menos de 5 minutos depois de fazermos o pedido, já estávamos servidos. E quando a esmola é muita....

O aspecto inicial não impressionou. Algo laranja em cima parecia cenoura e talvez pickles ralados...um molho líquido demasiado laranja e um toque de morte: ketchup e mostarda. Será que estamos no liceu? Não pedimos um cachorro...pedimos uma francesinha. E bem sabemos que a francesinha poveira é diferente das demais...daí ao ketchup vai uma grande distância. Os locais não estranham, pode dizer-se: na mesa mesmo ao lado, alguém pedia o "biberão vermelho" para rechear um pouco mais o seu prato...estranho não? Não é pois de estranhar que as carnes por dentro não tenham a qualidade que tenhamos procurado...com poucas e fracas carnes de porco e um bife de vaca envergonhado. O queijo era pouco ... já tínhamos referido o molho esquisito? Enfim...demasiados defeitos para ser verdade. Já para não referir o verdadeiro inferno que é estacionar lá: a localização numa estrada nacional não deixa muitas alternativas a quem quiser estacionar descansado....a falta de Multibanco parece vinda do estado novo...e o horário de fecho (22:00) é, no mínimo, disparatado.

Se quiserem comer uma boa francesinha, recomendo que façam uns kms até ao centro da Póvoa e procurem um dos vários espaços que lá há....este manjar não vale a paragem. Nem para comer meia torrada (sim, o menu tinha preços e fotografias diferentes para uma torrada e para Meia Torrada...vá se lá saber porquê).

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 6 6 7 6.25
Molho 6 3 5 5 4.75
Batatas 6 5 6 6 5.75
Inovação 2 6 4 3 3.75
Ingredientes 3 4 4 4 3.75
Preço 5 5 5 5 5.00
PONTUAÇÃO FINAL 4.67 4.83 5.00 5.00 4.88
CUSTO TOTAL 9,00 €
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25May/120

Ricardo 2 – Quando a esmola é grande…

Estamos de novo á solta. O Projecto Francesinha parte para mais um desafio. Inspirados pela famosa balada dos 'Journey' continuamos a nossa aventura. Hoje fomos ver os navios que 'estacionam' ali ao largo das praias de Leça da Palmeira. Um espaço muito falado pelos nossos leitores - Ricardo 2. Bem ali em frente aos depósitos da Petrogal.

Estacionamento fácil. Zona pacata e sem grande movimento, pelo menos a este dia da semana. Entramos e o espaço está praticamente vazio. Os funcionários estão entretidos com o que passa no pequeno ecrã. Orientamos uma mesa e montamos arraiais. Estamos prontos.

Chega o menu com um formtato diferente. As opções são imensam, mas optamos como sempre pelo normal. Francesinha com ovo e batata. Para facilitar a degustação e a confecção. Sem pedir chegam a mesa uns pratinhos. Para abrir o apetite. Rapidamente tudo se some. Ficamos a aguardar as Francesinhas...

Conversa puxa conversa. Tomamos consciência que um facto interessante... Este Projecto já caminha para os dois anos!

Chegam elas e começa o manjar. Tamanho imponente, parece quase um 'cachorro' de 'aba larga'. Com umas batatinhas de verdade em volta. Eram de qualidade mas em pouca quantidade. Souberam a pouco. Em oposto a Francesinha é enorme. Diríamos o dobro do 'normal'. Nada que nos assuste ou desanime. Avançamos sem hesitar.

No topo um queijo banal e um ovo. O bife estava muito mal passado, praticamente cru. Apesar de grande, ocupava toda a área de pão, era fino. Existiam várias rodelas de 'fiambrino' a acompanhar bem como uma salsicha fresca. Mas aquele pão era tanto que os ingredientes quase passam despercebidos... Falta ali algo que faça daqueles ingredientes uma Francesinha. Nem o molho, que normalmente tem esse poder supremo, consegue compor este ramalhete. Molho picante mas sem a textura desejada. Falta ali algum trabalho nos ingredientes escolhidos para a preparação do molho.

No fim, aquela sensação de se estar farto mas não satisfeito.

Pelo preço e pela oferta que existe bem perto não vale a visita. Fica aqui a nossa opinião de mais uma experiência. Continuem a enviar as vossas sugestões e comentários. Este Projecto vive de vocês para e para vocês.

Até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 7 6 7 6.50
Molho 6 5 5 6 5.50
Batatas 6 7 7 7 6.75
Inovação 4 5 5 4 4.50
Ingredientes 7 6 6 6 6.25
Preço 5 5 5 5 5.00
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 5.83 5.67 5.83 5.75
CUSTO TOTAL 9,40 €
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15May/1213

Pajú – O Brio da Noite

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A cidade do Porto esconde mistérios curiosos. Alguns agradáveis, outros nem por isso....mas a verdade é que esta pontinha do oceano desperta a curiosidade de todos os povos europeus...talvez por ser clássica, talvez pelo seu toque tropical...ou simplesmente pela distância. Portugal é diferente. O Porto é diferente. Os Portuenses são diferentes. Não obstante, não é de admirar que o nosso prato oficial - a Francesinha - seja diferente. Muito mais que um prato, é um catalisador de histórias, de amizades, de convívio. Desde os convivas aos donos de restaurantes, passando pelos mais velhos, os mais novos, os mais vanguardistas, os mais cépticos...enfim, os mais velhos até...ninguém lhe fica indiferente. Nós não somos excepção e disso nasceu este projecto. Muitos outros vieram antes de nós... um deles é o dono do Paju, uma das mais carismáticas casas de petiscos da cidade do Porto.

Habituada aos holofotes estranhos que a noite portuense proporciona, o Paju é uma casa de petiscos tradicional à moda do norte que abre apenas de madrugada. (21h - 06h) diz a porta. Jornalistas, Professores, Enfermeiros e outros profissionais dos mais variados ramos que trabalham até altas horas da noite são frequentadores assíduos desta casa. De ambiente intimista - eu diria até privado -  o Paju destaca-se pela qualidade do seu atendimento e pelo recato do seu espaço. A porta está fechada...e ali só se entra depois de pressionar a campainha. Connosco não foi diferente... assim que nos sentamos, é-nos perguntada qual a entrada que desejamos..."uns ovinhos, vão?". Aí, conversamos mais um pouco enquanto já degustávamos uma cervejinha. Neste espaço, não há lugar para televisão mas sim para a conversa e para o debate de ideias e opiniões. Não é de estranhar então que a garrafeira (a qual não provámos) tenha uma elevada qualidade e quantidade ao nosso dispôr.
E em meio dedo de conversa aterram as ovas na nossa mesa... "feitas na hora, como todas as nossas entradas aqui". E que delícia eram aqueles ovos recheados de carnes de porco. Um must a não perder! As expectativas para a francesinha estavam então a subir. Seria isso bom? Ainda esperámos um pouco pela sua confecção...mas não demos um único segundo por perdido: eram um espectáculo. O molho grosso e saboroso deixava um sabor intenso - mas não irritante - na boca. As carnes estavam lá todas e de elevadíssima qualidade...caseiras, diria eu até. As batatas, cortadas e fritas na hora são o espelho da preocupação que esta casa tem em se manter fiel ao que tudo dela se vai por aí dizendo.

Um defeito? Para sermos justos...praticamente não tem. O pão era talvez um pouco baixo e um pouco fofo...e o queijo podia ser mais derretido. Mas é injusto dizer isto sem referir que o bife era fora de série. E o molho? Uma delícia, meus amigos...é disto que estamos à procura. No final, 9,25 eur. é caro...mas compensa. Atenção que toda a carta padece deste problema...um mal dos nossos restaurantes um pouco por todo o país.

Contudo, tendo em conta que é dos únicos restaurantes da cidade com este horário, o preço até acaba por não estranhar. Assim como não estranha que o nosso já idoso ranking seja abalado por este pitéu dos deuses. O Paju é o novo terceiro...parabéns Paju e um bem haja a todos os nossos seguidores. Descobrimos mais um templo das francesinhas...este projecto é uma delícia. Até já ;)

Parâmetros lmatias rpinto hvara TOTAL
Local 7 7 8 7.33
Molho 9 6 8 7.67
Batatas 8 6 7 7.00
Inovação 7 6 6 6.33
Ingredientes 8 7 9 8.00
Preço 7 7 7 7.00
PONTUAÇÃO FINAL 7.67 6.50 7.50 7.22
CUSTO TOTAL 9,25 €
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30Apr/122

Restaurante Cardoso – Para lá do Marão

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Viva, caros amantes de Francesinha. Na semana em que se celebra a liberdade o Projecto Francesinha ganhou asas e voou para lá do Marão. Ponto de encontro habitual. 'Ligadela' da praxe para validar que teremos as portas abertas. A resposta é afirmativa, o avião inicia os procedimentos para levantar. Entre nomes de ruas e coordenadas GPS, lá encontramos o 'melhor' caminho. A paisagem é arrebatadora. Monte e mais monte. Tudo verde. Portugal é realmente um país belo. A estrada rasga as montanhas. Grandes obras de arte se afiguram no horizonte. Portugal é realmente o país do asfalto.

A rota é manhosa e requer a maior atenção de piloto e co-piloto. O destino hoje é Vila Real. Situada entre os rios Corgo e Cabril, rodeada pelas serras do Alvão e Marão. Diz a lenda que para lá do Marão mandam os que lá estão, vamos ver se isso também acontece na confecção da Francesinha. Tantas vezes apregoada como prato portuense. Já comprovamos que existem Francesinhas de valor fora do Porto, qual será o veredito desta vez?

Muitos leitores nos recomendaram o Restaurante Cardoso. Era nossa obrigação dar voz a tantas recomendações. Chegados a Vila Real, terra conhecida por alguns de nós. Estacionamento fácil. Entramos no local. Há pessoas que comem ao balcão. Nas mesas também. Na parte de dentro do balcão vemos a agitação da preparação das 'canarinhas'. Pão, molho, carnes...

Somos encaminhados para a sala de baixo. Esta encontrava-se vazia. Estamos por nossa conta, pensamos nós. Sem menu e bem aos estilo transmontano, somo abordados. Escolha é a de sempre: Francesinha c/ batata e ovo.

Aguardamos nem dez minutos e chegam. Rápido de mais, pensamos nós. Chega também uma travessa generosa de batata frita pré-preparada. Começamos mal...
Primeira impressão, molho demasiado líquido, quase parece água. Tamanho agradavél e com um ovo vistoso. Pouco queijo, muito pouco queijo na verdade. Apenas duas fatias para ser correcto, que nem chegam para cobrir o topo da Francesinha.

Avançando para o primeiro corte. O pão fica reduzido a nada, como que se desfaz. Muito mole. Existe fiambre em boa quantidade e um bife de muito boa qualidade. Nada mais tem o interior desta Francesinha.

Um bife realmente de qualidade. As carnes do norte transmontano são realmente do melhor que este país tem. Bem temperada e bem amanhado. Este bife merecia uma melhor companhia. Sentimos falta de uma linguiça e de uma salsichas fresca. Acreditamos que haja por Trás-os-Montes linguiça e salsicha de qualidade. Deveriam estar nesta Francesinha. O molo muito líquido, falta-lhe consistência, falta-lhe aquele sabor picante de nos provocar 'aquela' explosão nas papilas.

Na nossa opinião não compensa a viagem. Acrescida de pórticos e combustível, que hoje em dia pesam bastante nas carteiras dos portugueses.
Cremos que existem opções mais regulares e bem mais perto. Para quem estiver se passagem, porque não saborear um bom bife? É o que aproveitamos desta viagem.

Para lá do Marão comem os que lá estão. Até breve !

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 8 8 7 7 7.50
Molho 6 6 5 6 5.75
Batatas 5 5 5 5 5.00
Inovação 6 5 5 5 5.25
Ingredientes 8 7 5 7 6.75
Preço 6 6 5 5 5.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.50 6.17 5.33 5.50 5.96
CUSTO TOTAL 7,25 €
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16Apr/121

Sítio do Pereira – A Francesinha de Ocasião

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Quantas vezes demos por nós chegados a casa sem grande vontade de fazer coisa nenhuma (muito menos de cozinhar) e no debruçamos com imensa vontade sobre a possibilidade de ir comer uma francesinha ao Café de baixo enquanto degustávamos um oportuno jogo de futebol a qualquer dia da semana e um tradicional fino de fim de dia? Localizado entre Águas Santas e Valongo, o Sítio do Pereira é exactamente isso: um café sossegado em zona limítrofe e residencial...o qual dificilmente encherá à hora de jantar a menos que seja fim-de-semana ou dia de jogo. As suas francesinhas já nos foram apregoadas por vários dos nossos leitores... e assim sendo, marcámos esta casa no nosso mapa e hoje foi o dia escolhido para lá parar. Apesar de utilizarmos as mais modernas tecnologias de navegação (vulgo mapas GPS em smartfone), a localização do referido café foi difícil...julgámos a certa altura quase impossível...mas pouco passavam das 21h quando demos entrada no referido local.

Vazio...completa e totalmente vazio e pensamos que nem um único cliente entrou durante a nossa visita. Só nós...sentados, a ver o Barça esmagar o VillaReal enquanto aguardávamos com ansiedade mais um espécime da nossa mais que tudo. Quando ela chega, ficámos espantados: um cheiro agradável e um tamanho generoso deixavam antever o melhor. A batatas, onduladinhas, quase que reluziam aos nossos olhos. Às primeiras garfadas, ficámos desiludidos: O excesso de fiambre face a um bife que tinha dois dedos de largura - não é altura, é mesmo largura - deitou tudo a perder. O resto das carnes não era nada de especial...e parece que o encanto inicial do molho rapidamente se esvaneceu.

Concluímos que o Sítio do Pereira só tem mesmo uma francesinha como as outras: daquelas que sabem mesmo bem quando temos muita fome mas que no fundo, não têm absolutamente nada de especial. Fica o preço e a amabilidade do atendimento como pontos positivos para quem, morando perto, deseje fazer lá uma visita. De resto, não ponham estas coordenadas nos Favoritos do vosso GPS. Até à próxima.

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 5 6 6 6 5.75
Molho 6 5 4 5 5.00
Batatas 6 6 5 6 5.75
Inovação 4 4 5 6 4.75
Ingredientes 5 5 5 5 5.00
Preço 7 7 5 5 6.00
PONTUAÇÃO FINAL 5.50 5.50 5.00 5.50 5.38
CUSTO TOTAL 6,60 €
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30Mar/125

A Cantarinha – Pérola de Massarelos

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Dia quente no Porto. A hora mudou e os dias mostram-se de forma mais alegre, mais descomprometida. O Projecto está prestes a partir para mais uma descoberta.

Esta semana como anunciado ficamos pelo Porto (para não variar). Bem no centro, bem ali na zona nobre da Maternidade Júlio Dinis. Lugar onde muitos portuenses dão o primeiro choro das suas vidas. No nosso caso foi mais: "Comer e chorar por mais...". Estivemos no modesto e movimentado 'Cantarinha'. Com entrada para o Largo da Maternidade de Júlio Dinis temos um espaço bem tradicional, aquilo que carinhosamente os portuenses chamam de 'tasca'. Balcão de inox á antiga, mesas dispersas pela sala assimétricamente, duas televisões de tamanho considerável.

A 'tasca' estava bem composta. Na tv os vermelhos jogam com os azuis. E advinhem por quem torcem os demais comensais ? Orientamos a nossa mesa e assentamos arraiais. Depois de um dia cheio nada como uma Francesinha para retocar o estômago e animar a alma. Sem rodeios somos abordados. "Quatro Francesinhas?" - pergunta o 'moço'. A resposta é obvia... "São quatro Francesinhas com ovo e batata frita, com tudo a que temos direito".

Dois dedos de conversa. Chegam para a mesa ao lado as Francesinhas. São de tamanho consideravel, com boa cor. Mais dois dedos de conversa e chegam a mesa duas travessas de batata frita. A batata frita de classe tradicional. Duas travessas bem compostas. Provamos uma e confirma-se são batatas reais, um ponto positivo!

Estamos a trincar a segunda batata e ei-las... chegam as nossas mais que tudo! Bom aspecto e com um tamanho de fazer inveja a muitas casas com nome. Primeira batata 'demolhada' no molho. Algo doce comentamos os quatro. Tomate em demasia? Talvez... Coberta por fatias de queijo bem derretido e com boa textura. Avançamos para a primeira garfada. O pão torrado de qualidade mostra bem que estamos numa casa que sabe o que faz. O bife de qualidade mundial. Tenro e bem temperado. Aquele bife que parece 'manteiga'. Com a altura ideal e que dá ao interior da Francesinha um bom aspecto. A acompanhar temos dois tipos de salsicha. Uma de qualidade e saborosa a outra nem tanto... Fatias de fiambre completam o interior desta 'andorinha'.

Surge uma terceira travessa de batata frita. Tudo isto sem nosso pedido, o saber atender é lei neste espaço. O Projecto Francesinha gosta disto! Aparece também uma nova 'rodada' de molho servida pelo empregado. O molho 'aquecido' na hora bem vermelho surge num bule. Bem vermelho e bem quente. Por outro lado a textura e picante estavam no ponto. Este ía sendo servido pelo 'dono' á medida que íamos degustanto a Francesinha.

Pelo ambiente, pelo atendimento e pela Francesinha a Cantarinha merece claramente a visita dos amantes de Francesinha. Deixamos aqui mais um local bem no centro do Porto para os que pensam que já tinhamos esgotados as possibilidades. Com esta chegamos ao numero simbolico de 50 'descobertas'. Uma maratona. Um prazer. Continuaremos. Não percam o próximo episódio porque nós também não...
Até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 9 9 9 7 7.5
Molho 6 6 6 5 5.75
Batatas 8 8 8 8 8
Inovação 5 5 5 5 5
Ingredientes 7 7 7 7 7
Preço 7 6 6 6 6.25
PONTUAÇÃO FINAL 7.00  6.50 6.50 6.33 6.58
CUSTO TOTAL 7,50 €
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16Mar/120

Meia Banana – Banana e Meia

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Guess who's back? É verdade a roda da vida não tem fim para o Projecto Francesinha. A descoberta continua e este 'projecto' começa a tomar dimensões temporais imensas. Temos em carteira uma generosa lista de locais a visitar. É sinal que o prato mais saboroso da cidade portuense continua a ser servido e reinventado em cada recanto desta bela cidade. Vamos continuar e só terminaremos quando os Deuses assim o pretenderem.

Agendas acertadas, local combinado e estamos prontos. Partimos.
Mais uma vez atravessamos o rio para descobrir mais uma Francesinha. Um casa muito comentada e reconhecida por todos os que se dedicam a esta iguaria portuense. Falamos claro está do Snack-bar Meia Banana, em Vila Nova de Gaia.
Chegados ao local, uma zona de prédios com um café por baixo. Esplanada com guarda-sois imponentes. Continuamos dentro do carro até encontrar estacionamento.

Estacionamos bem numa zona sombria. Os aromas pairam no ar, somos abordados por locais que afincadamente nos indicam o melhor caminho. Seguimos as indicações e rapidamente estamos à porta.

Um espaço bem arranjado e moderno, nada que deslumbre. No fundo um Snack-bar. Entramos e escolhemos uma mesa bem de frente para a TV. A sala estava composta e várias mesas estão decoradas com Francesinhas. Bom sinal.
Vista de olhos no menu, escolha fácil: Francesinha Especial com batata frita e ovo. Um pratinho de entradas surge na mesa para ir abrindo o apetite.
O empregado a nós destinado esteve sempre atento, não deixando nada ao acaso.

Breves minutos e as estrelas descem às nossas mesas. Decoradas com um marisco. Bem amarelinhas e com a batata em redor. O camarão que decora a Francesinha confere-lhe um aspecto requintado. O receito é de marisco seja usado no molho...

Primeiras garfadas e primeira constatação: o queijo é banal. Avançamos para o interior e aí temos a grande revelação. Ingredientes de luxo. Um bife incrível. Saboroso e alto, como deve ser. As restantes carnes acompanham da melhor forma. E tornam o interior desta Francesinha o seu grande forte. As batatas 'verdadeiras' não comprometem. Talvez necessário um pouco mais. Receito confirmado. O molho não está ao nivel dos ingredientes. Não tem a textura adequada e parece algo liquido.

Em resumo, boas carnes mas falta um pouco de melhorias no molho.

Aproveito para relembrar que estamos sempre abertos a novas sugestões. Obrigado a todos os que acompanham as nossas aventuras gastronómicas.
Um até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 7 6 7 6 6.5
Molho 5 5 5 6 5.25
Batatas 7 6 7 7 6.75
Inovação 5 7 6 7 6.25
Ingredientes 8 8 9 8 8.25
Preço 7 7 6 6 6.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.50  6.50 6.67 6.67 6.58
CUSTO TOTAL 9,00 €
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5Mar/124

Encontro Académico

Como já é habitual, o Projecto Francesinha reuniu-se uma vez mais. Desta vez, voltámos ao local do costume: o Porto. Fomos para o centro, para a conhecida Cedofeita outrora recheada de estudantes Universitários. Agora, poucos são os que ainda a habitam nos longos dias de Inverno. Um dos espaços outrora mais frequentados era o Café Encontro, que foi alvo da sempre surpreendente visita do Projecto Francesinha neste episódio.

O espaço, remodelado, já pouco tem do antigo encontro. Ainda que o ambiente de hoje seja pouco jovial, o prato tradicional manteve-se fiel ao antigamente: estamos a falar da famosa francesinha, claro está. Antes de nos sentarmos, já os finos estavam na mesa. Uma discussão sobre futebol e um jogo qualquer animavam a discussão que, como se já não bastasse o tema da praxe, era agitada pela natural espera. O PF é uma criança curiosa (e gulosa) por definição e esta visita não foi excepção.

Demorou mas a criança nasceu: depois de mais um golo do Barcelona para a Champions, eis que o empregado nos trouxe o brinde mais esperado: a mui nossa francesinha. Desde logo, reparámos num detalhe que normalmente não gostamos. As batatas vinham dentro do prato, sem grande opção. Os ingredientes não eram fracos mas o molho deixava algo a desejar. Tinha um travo tostado, como que feito à pressa....como que guardado num baú e despejado depois de forma despreocupada. Não fora o molho e as batatas (caseiras, leia-se!) virem no sítio errado, e a conversa sobre esta francesinha seria outra. O espaço é agradável, descontraído, destinado a estudantes ou a quem não se importe de ter um ambiente diferente. O preço é um pouco elevado (7,50eur.) para o que se obtém mas não foge à regra de subidas de preço generalizadas um pouco por toda a restauração. Recomendamos o encontro a quem queira um ambiente rústico e uma francesinha tradicional portuense, mas pouco mais do que isso. Obrigado por todas as mensagens de incentivo que continuam a enviar-nos. Abraços e beijos para todos.

Parâmetros lmatias rpinto dalves TOTAL
Local 7 7 7 7.00
Molho 5 5 5 5.00
Batatas 7 6 6 6.33
Inovação 5 5 5 5.00
Ingredientes 8 7 8 7.66
Preço 6 6 7 6.33
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.00 6.33 6.22
CUSTO TOTAL 7,50 €
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