Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

2Feb/114

Café Torres: Um Subúrbio Moderno

Vivam caros convivas.

É com prazer que o ProjectoFrancesinha abraçou mais uma viagem ao mundo das Francesinhas do nosso Portugal. Desta feita, fomos até ao concelho de Valongo, cidade de Ermesinde imortalizada pelos Gato Fedorento e o seu humor, sempre bem-vindo por estas paragens.

Já por uma vez tínhamos sido traídos por este destino que não outro podia ser que não o sobejamente famoso Café Torres: é que, pelos vistos, fecha às terças que costumam ser sagradas nesta paróquia. Chegados ao local, não nos deparámos com um café qualquer: o toque da modernidade chegou e impôs-se aqui. Sim, ainda vemos os azulejos azuis tão característicos de qualquer bom tasco português. Mas a porta inteligente de vidro que desliza suavemente à nossa entrada e o ar condicionado auspiciam algo de diferente...para melhor. O balcão, com uns cachecóis e a bandeira de Portugal deixam bem claro que ainda estamos na tuguice, claro. Mas é uma tuguice onde se vive bem.

Evidentemente que estava cheio, afinal de contas uma segunda à noite enche em qualquer sítio...que tenha uma boa francesinha, como é o caso do Torres. Mas já lá vamos...após esperarmos um pouco, lá encontrámos quatro lugares...à nossa medida. Lá fizemos a encomenda, nada original e aguardámos pelo pitéu esperado sem grandes entradas ou outros entretains...

Toldo Café Torres

Toldo Café Torres

Os finos estalavam, a televisão dava futebol, o ambiente era tradicional...só faltavam as pantufas para nos sentirmos em casa. A abordagem do empregado foi simples...com ou sem ovo foi a pergunta da noite. Parece que as bebidas também já constam do menu habitual destas paragens.

Interior Café TorresE pumba...golo...pelo menos para nós. Chegam as francesinhas à mesa...tímidas, humildes, quase que a pedir pela nossa aprovação. À primeira vista, parecem umas francesinhas de café, banais...sem cor ou molho espesso...sem altura para parecerem gulosas e a pedir por uma fatia mais grossa. Mas engana. Esta é uma francesinha diferente, com batatas palito cortadas à mão como manda a lei a rodearem o prato. Abrindo, a francesinha tinha tudo o que deve ter: bife, linguiça, enfim... aquele fartote de sabores que todos adoramos.

O melhor: As batatas fritas. Sem deslumbrar, gostámos. E isso chega. E o preço...6,5 euros parece justo coisa que já há muito não encontrávamos numa francesinha...e isso agrada ao Projecto.

Do atendimento nada há a dizer...temos sim a dizer dos ingredientes. O bife não era mau, mas também não é de primeira. E de um fazem 2 ou 3 pois acho que nunca vimos fatias tão finas...parecia papel e, apesar de ter a qualidade, ficou a saber a pouco. Do molho também se espera bem mais...algo mais feito na hora, menos aquecido, menos aquado...algo mais. Muito longe dos nossos amigos do Café São João, por exemplo. E o pão...panrico não é o indicado, lamento.

Pão de forma sim...mas algo mais profissional, mais alto, mais caro...melhor. Nós nem sabemos bem o quê...mas não gostamos do pão e achamos que quem visitar vai perceber isso mesmo. Claro que fica a recomendação de uma boa francesinha a um preço interessante que quem morar naquela zona do Grande Porto não deverá desperdiçar. Grande Abraço a todos os que nos seguem com um até já. O Projecto volta em breve!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 7 7 7.00
Molho 6 6 5 7 6.00
Batatas 8 8 8 7 7.75
Inovação 6 5 5 6 5.50
Ingredientes 7 7 5 6 6.25
Preço 8 7 6 7 7.00
PONTUAÇÃO FINAL 7.00 6.67 6.00 6.67 6.58
CUSTO TOTAL 6.5 €
Comments (4) Trackbacks (0)
  1. Gostos… São gostos! Mas sem dúvida que esta francesinha merece destaque na minha vasta lista de opinião sobre francesinhas, preço justo, molho diferente mas muito bom e nada agressivo, discordo da opinião dos comensais deste projecto que seja aguado, ingredientes de qualidade e variedade ajustada, mas numa coisa tenho de concordar, o bife poderia ser mais generoso mas preparado da mesma forma, pois fica no ponto, tostado por fora tenro (mal passado) por dentro, e eu aprecio isso! O pão numa primeira impressão pareceu muito fofo e difícil de trabalhar, mas depois até liga bem com tudo o resto, mas não é por aqui que o “gato vai às filhós”, queijo é dentro do normal assim como o ovo também não desafina. As batatas confesso que não gostei da primeira impressão, são caseiras tipo palitos finos como é referido, e por isso ficam muito estaladiças (duras).
    Em resumo, e como este é o local certo, vou opinar e dar uns retoques nesta francesinha para ficar “ideal”, então ca vai:

    - Tamanho da francesinha 20% maior no seu geral (área da francesinha e respectivos ingredientes)
    - Bife ligeiramente maior e mais alto.
    - Batatas partidas um bocado mais grossas!

    Agora sim, para min seria uma das francesinhas ideais, claro que o preço teria de aumentar, mas não me importaria de pagar mais um pouco (não o dobro!) por esta francesinha. Destaco mais uma vez a suavidade desta francesinha, que não “fica no estômago“ após umas horas do festim… O local está sempre cheio, e se quiserem aproveitar a calma e o ambiente, aconselho a uma visita fora das “horas de ponta”.

    Cumprimentos aos comensais deste projecto e continuação de bom “trabalho”!!!

    Paulo Santos

  2. Como foi dito, gostos são gostos. Para mim, estas são as melhores francesinhas. Todos os ingredientes se conjugam para dar sabor e forma a uma francesinha que que não empanturra mas sim que satisfaz plenamente. O molho é diferente e o melhor que já provei, nada parecido com aqueles que vêm nos frascos do talho, tão utilizados em cafés considerados melhores.
    Mas lá está, gostos são gostos.

    • Viva Eduarda,

      Sabe que nós provamos bastantes e então acabamos por ser um pouco exigentes.
      No entanto, assumimos com naturalidade que todas as francesinhas do top10, como é o caso da do Torres são grandes francesinhas e que a ordem entre elas poderia ser, perfeitamente, outra qualquer. São gostos. Obrigado pela sua contribuição.

      Cumprimentos,
      LMatias


Leave a comment

(required)


*

Trackbacks are disabled.