Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

19Nov/100

Circuito Pedonal da Francesinha: Uma viagem a História

No Circuito Pedonal da Francesinha promovido pela Casa do Infante, o destaque foi dado à história do dito e famoso petisco nortenho de origem na nossa cidade do Porto. Como apreciadores por excelência do petisco, o ProjectoFrancesinha não faltou à chamada e fez questão de estar presente. As duas primeiras etapas centraram-se na história da Francesinha que o Projecto reproduz agora tão fielmente quanto possível. Em França, por volta dos anos 50 e em pleno Estado Novo em Portugal, eis que um emigrante estava a dar cartas na restauração local.

Esse emigrante, nascido em Terras do Bouro, Braga, em pleno parque Natural do Gerês, chamava-se Daniel David da Silva e confeccionava uns pratos muito famosos à época na cozinha francesa: o croque monsieur e o croque madame. Estes lanches não eram mais do que meras tostas mistas cobertas com salsicha, queijo e ovo, dependendo da respectiva versão. Num cruzamento com outro lanche famoso à época, este inglês, o Welsh Rarebit deverá ter nascido aquilo que conhecemos hoje como Francesinha pois foi este emigrante que, depois de regressado ao Porto e a Portugal para dirigir o Restaurante Regaleira, inventou tal prato que à data se servia como lanche ou como jantar atrasado, depois do cinema e só para homens, pois era pesado, de alguma rudeza e puxava à cerveja (já na altura). Ainda hoje, o Restaurante Regaleira se mantém no espaço original a servir os mesmos pitéus.

A disseminação da receita da Francesinha deu-se quando A Regaleira deixou que um dos seus empregados tivesse saído para o saudoso Café Mocaba, em Vila Nova de Gaia, entretanto encerrado. A Francesinha ficou com este nome em homenagem às mulheres francesas: Daniel David da Silva tinha a fama de mulherengo e queixava-se que as mulheres no Porto eram muito fechadas e retrógadas em relação às europeias da época e não se cansava de dizer que a mulher mais picante era a francesa...picante, como a sandes que inventara. Daí o nome carinhoso de Francesinha 🙂

Depois de uma passagem pelo Cabaz do Infante, uma loja de comércio tradicional onde é possível comprar, a retalho, todos os ingredientes necessários à confecção duma boa francesinha, o ProjectoFrancesinha foi convidado a falar um pouco daquilo que entende como boa francesinha bem como a revelar alguns dos melhores espaços do Porto para provar esta iguaria à TSF. (Ouçam a reportagem AQUI!)

Para finalizar o percurso, foi efectuada uma visita à Brasserie Irene Jardim e ao Café Universidade, onde os participantes eram convidados a escutar atentamente a receita e os segredos para uma boa francesinha enquanto a deleitavam por uns módicos 5 euros, com oferta de uma bebida. O ProjectoFrancesinha quer agradecer particularmente à Graça Lacerda pela excelente condução do percurso.

Comments (0) Trackbacks (0)
  1. Parece-me que, relativamente à francesinha, há aqui uma série de confusões…
    Amadeu Silva, zelador-mor da Confraria da Francesinha
    (917844080)

  2. Viva,

    Nós não pretendemos ser historiadores de Francesinhas, mas sim apreciadores. De facto, esta história foi contada no âmbito do circuito pedonal da Francesinha e é isso que nos compremetemos a transcrever, passando revista à nossa presença no evento. Talvez nos possa esclarecer melhor sobre essas incorrecções e/ou confusões.

    Cumprimentos,
    Lmatias


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