Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

30Apr/122

Restaurante Cardoso – Para lá do Marão

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Viva, caros amantes de Francesinha. Na semana em que se celebra a liberdade o Projecto Francesinha ganhou asas e voou para lá do Marão. Ponto de encontro habitual. 'Ligadela' da praxe para validar que teremos as portas abertas. A resposta é afirmativa, o avião inicia os procedimentos para levantar. Entre nomes de ruas e coordenadas GPS, lá encontramos o 'melhor' caminho. A paisagem é arrebatadora. Monte e mais monte. Tudo verde. Portugal é realmente um país belo. A estrada rasga as montanhas. Grandes obras de arte se afiguram no horizonte. Portugal é realmente o país do asfalto.

A rota é manhosa e requer a maior atenção de piloto e co-piloto. O destino hoje é Vila Real. Situada entre os rios Corgo e Cabril, rodeada pelas serras do Alvão e Marão. Diz a lenda que para lá do Marão mandam os que lá estão, vamos ver se isso também acontece na confecção da Francesinha. Tantas vezes apregoada como prato portuense. Já comprovamos que existem Francesinhas de valor fora do Porto, qual será o veredito desta vez?

Muitos leitores nos recomendaram o Restaurante Cardoso. Era nossa obrigação dar voz a tantas recomendações. Chegados a Vila Real, terra conhecida por alguns de nós. Estacionamento fácil. Entramos no local. Há pessoas que comem ao balcão. Nas mesas também. Na parte de dentro do balcão vemos a agitação da preparação das 'canarinhas'. Pão, molho, carnes...

Somos encaminhados para a sala de baixo. Esta encontrava-se vazia. Estamos por nossa conta, pensamos nós. Sem menu e bem aos estilo transmontano, somo abordados. Escolha é a de sempre: Francesinha c/ batata e ovo.

Aguardamos nem dez minutos e chegam. Rápido de mais, pensamos nós. Chega também uma travessa generosa de batata frita pré-preparada. Começamos mal...
Primeira impressão, molho demasiado líquido, quase parece água. Tamanho agradavél e com um ovo vistoso. Pouco queijo, muito pouco queijo na verdade. Apenas duas fatias para ser correcto, que nem chegam para cobrir o topo da Francesinha.

Avançando para o primeiro corte. O pão fica reduzido a nada, como que se desfaz. Muito mole. Existe fiambre em boa quantidade e um bife de muito boa qualidade. Nada mais tem o interior desta Francesinha.

Um bife realmente de qualidade. As carnes do norte transmontano são realmente do melhor que este país tem. Bem temperada e bem amanhado. Este bife merecia uma melhor companhia. Sentimos falta de uma linguiça e de uma salsichas fresca. Acreditamos que haja por Trás-os-Montes linguiça e salsicha de qualidade. Deveriam estar nesta Francesinha. O molo muito líquido, falta-lhe consistência, falta-lhe aquele sabor picante de nos provocar 'aquela' explosão nas papilas.

Na nossa opinião não compensa a viagem. Acrescida de pórticos e combustível, que hoje em dia pesam bastante nas carteiras dos portugueses.
Cremos que existem opções mais regulares e bem mais perto. Para quem estiver se passagem, porque não saborear um bom bife? É o que aproveitamos desta viagem.

Para lá do Marão comem os que lá estão. Até breve !

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 8 8 7 7 7.50
Molho 6 6 5 6 5.75
Batatas 5 5 5 5 5.00
Inovação 6 5 5 5 5.25
Ingredientes 8 7 5 7 6.75
Preço 6 6 5 5 5.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.50 6.17 5.33 5.50 5.96
CUSTO TOTAL 7,25 €
Comments (2) Trackbacks (0)
  1. Também já tinha ouvido falar muito desta, quando a provei percebi que é só a melhor de vila real, não A melhor, não deixa vontade de lá voltar. Sobre-estimada pelos povos que vivem isolados pelas montanhas ;p

  2. De há muito tempo para cá que o Cardoso perdeu qualidade nas suas francesinhas!!!


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