Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

2Sep/116

Verso em Pedra – Poesia de Pouca Dura

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Final de Agosto. Mês tradicional de férias e de emigrantes em Portugal. A alegria contagia as pequenas aldeias e vilas, que ganham vida numa sazonalidade rara em poucos locais no mundo. E é neste cenário idílico que o Projecto Francesinha resolve abraçar mais uma etapa no seu duro desafio: descobrir a melhor Francesinha do País. Desta feita, resolvemos ficar na nossa cidade Natal e com uma chuva nada tradicional, resolvemos disfrutar de um passeio à beira rio na fantástica marginal do Porto antes de ir degustar mais uma das verdadeiras. O alvo, esse já estava escolhido há muito tempo: o famoso restaurante Verso Em Pedra.

De decoração pitoresca...rústica até e paisagem deslumbrante, o Verso em Pedra é um restaurante conhecido pelas suas francesinhas e pelo belíssimo cenário envolvente: a Alfândega do Porto e o Rio Douro. Quando entrados no Restaurante, fomos deparados com um menu muito variado com cerca de uma dezena de tipos diferentes de francesinha. O Projecto não está habituado a estas modernices, pelo que teve dificuldades em efectuar o seu pedido. A televisão passava clips dos anos 80 na VH1 e por entre conversas sobre cidades Búlgaras e oportunidades de emprego um pouco por todo o mundo, resolvemos não arriscar e escolher a francesinha especial. Existia também a possibilidade da francesinha clássica que, pensámos nós, seria de lombo...puro engano. Não é que a francesinha clássica ali é, pasme-se, COM BIFE DE VACA!?? Mas já lá vamos... uma das curiosidades deste estabelecimento é o tamanho das suas francesinhas. Todas são generosamente grandes, sendo que existe uma apelidada de Mega Francesinha e com 35 euros de preço. Os donos dizem oferecer a francesinha e uma guitarra a quem conseguir comer por inteiro, sem qualquer tipo de ajuda. Épico, não?


É, para nosso espanto, as francesinhas que nos colocam à nossa frente eram de lombo assado. Após questão, informam-nos que a francesinha clássica é com bife de vaca. Estamos sempre a aprender...pontos negativos. O molho, alaranjado e pastoso, fazia-nos lembrar no aspecto outras combinações infelizes que já tínhamos provado anteriormente. As batatas não eram congeladas mas o seu ar pastilento fez com que ficassem 70% no prato. Será que a francesinha poderia ser boa? Por mais que pareça que não, os ingredientes tinham uma qualidade interessante...ainda que a confecção apresentasse sinais de pura maquinação do processo. O pão, por exemplo, não estava minimamente tostado. E o molho, tal como o aspecto previra, não era brilhante...ainda que não ficasse assim tão mal ali.

Em suma, a francesinha era grande e mediana, com um queijo interessante e...é só. Fim de história. O espaço, esse, é fantástico e o desafio uma curiosidade diferente do resto. Para quem goste de experimentar aquele tipo de francesinhas diferentes do habitual e quem ligue ao espaço, deve experimentar o Verso em Pedra....sempre ciente que existe melhor. O preço, 10,50 eur., não reflecte também o valor da oferta num teste que o restaurante, claramente, não passou. Ainda não foi desta que encontrámos a melhor francesinha do país. Um abraço a todos vós e continuação de boas férias se for caso disso. O Projecto voltará em breve com mais uma aventura!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 8 8 7 7 7.50
Molho 6 5 5 5 5.25
Batatas 6 6 5 5 5.50
Inovação 6 7 5 6 6.00
Ingredientes 5 5 5 5 5.00
Preço 5 5 5 5 5.00
PONTUAÇÃO FINAL 6.00 6.00 5.33 5.50 5.71
CUSTO TOTAL 10.5 €
Comments (6) Trackbacks (0)
  1. I take that challenge! O Verso em Pedra ainda não me conheceu…senão não fazia este tipo de desafio!

  2. Concordo duplamente. O sítio é impecável mas a francesinha em si não é nada do outro mundo. Muita parra, pouca uva!

  3. Infelizmente, fiquei com muito má impressão desse dito «restaurante». Vendaram serviços pedidos pelo cliente, o empregado/funcionário foi arrogante, mal educado e orgulhoso demais para saber aceitar pedidos e críticas construtivas. As francesinhas são enormes, apesar de haver escolha na intensidade do picante no molho nunca nos foi perguntado qual seria da nossa preferência e quando foi pedido o livro de reclamações (que continha variadas criticas a este mesmo senhor) este foi-nos arrancado – no seu sentido literal – das mãos por esse senhor.
    Muito desiludido, nunca mais lá porei os pés e aconselho a quem lá vá a ter muito cuidado a lidar com o funcionário visto que o seu orgulho fez dele um «flor de cheiro» muito pouco profissional.

    • Caríssimo MQ, estou extasiado com as suas palavras…Deixe-me antes de mais dizer-lhe que comportamento gera comportamento e que é deveras complicado saber gerir situações em que os clientes se julgam senhores e autores de tudo e de todos. Quando se entrega o livro de reclamações, é para escrever a queixa e não para ler queixas ( no caso, não tinha muitas para ler). Já que demonstra ser um ser tão corajoso podia identificar-se. Acredito que não volta ao Verso em Pedra, mas não é por estar desiludido, como afirma, mas sim porque deixou uma conta de 40.00€ pendurada, após se ter empaturrado com uma francesinha que dizia ser demasiado grande. Lembrou-se depois da última garfada que não gostou?

  4. Concordo com a vossa pontuação.
    Um sitio que dizem reputado em francesinhas mas que é só de nome porque de resto é das mais enjoativas que experimentei, principalmente devido ao molho…Tudo muito industrial aí.
    Pena que não tenham ficado 300m atrás, no mesmo lado da rua em direcção à ribeira. Café São Nicolau! Esse sim, tem das francesinhas mais caseiras que experimentei com ingredientes excelentes.

    • se o verso em pedra dizes dc que e tudo industrial entao nunca la foste o cafe s.nicolau que diz e um tasco nao um restaurante e que nem molho sabem fazer se e que fazem nao o compram ja feito???


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