Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

26Oct/115

Golfinho – O sabor da Invicta

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Fizemos contas ao nosso orçamento. Sabiam que desde que começou o Projecto, cada um dos autores gastou mais de 500 euros em francesinhas? Pois é...é este o valor do nosso amor a esta maravilha da gastronomia...e tal como o défice, é garantido que vai continuar a aumentar...façam os cortes que fizerem! Ainda esta semana contribuímos para este "monstro", não fosse o ministro das Finanças aumentar ainda mais o IVA deste manjar dos deuses...e dos nortenhos! Desta feita, decidimos atacar o problema de frente: fomos a uma das mais reconhecidas casas de francesinhas do porto: A Casa de Pasto Golfinho, nas traseiras da Rua José Falcão.

É evidente que as nossas salivas gustativas já palpitavam na nossa boca..."Será que é desta?" pensávamos nós...não sabíamos...mas estávamos ansiosos. Fomos só três...mas já éramos muitos...a crise na restauração já chegou a estes lados e só tinham uma das 5 mesas ocupadas. Não nos assustámos e após tocar à porta (sim, ela não está aberta), lá nos deixaram entrar e convidaram-nos a sentar. O ar típico de tasco e o ambiente tosco não deixavam antever o que viria para o nosso prato. O menu, em inglês, já nos dizia muito sobre aquele espaço: muito procurado pelos turistas e orgulha-se de ter a francesinha como especialidade de décadas.

Após folhearmos o menu apenas para saciação do nosso apetite por curiosidades, pedimos o óbvio: 3 francesinhas especiais com batata e ovo. Surpreendidos? Esperamos que não...sem entradas ou pãozinho para degustar antes (não fossemos ficar cheios antes do main show) demos dois dedos de conversa e abrimos ainda mais o fosso colossal das nossas contas...gastronómicas. É que a fome, como a Troika, é negra! Entre cortes para ali e viagens para acolá (Moscovo e Nova Iorque foi os destinos sobre os quais...sonhámos), eis que termina na nossa estação o comboio mais esperado: três carruagens de luxo traziam tudo o que queríamos: três malgas com francesinhas dentro.

De aspecto refundido e ar de poucos amigos, esta francesinha de tasco parecia à distância ser mais uma daquelas baratas e sem grande história para contar: pura ilusão. À primeira garfada, percebemos que não é por acaso que já foi visitada por pessoas de diferentes proveniências: aqui, a qualidade é real e vale a pena esperarmos por isso. O pão estava no ponto...o queijo não era top mas a forma como envolvia o pão fez a viagem valer a pena. O bife não era de primeira...mas a qualidade das carnes de porco e a forma como foram confeccionadas conferiam-lhe um sabor único. As batatas, cortadas à mão e feitas na hora, davam aquele aspecto caseiro que nos faz sentir...em casa! O sabor da invicta chegou e disse: presente!

O ovo estrelado não era de aviário e a francesinha não era enfarta burros. Comia-se...era uma refeição equilibrada. Se é que há francesinhas assim...e nesse momento, o tasco transportou-nos no tempo...por poucos instantes. Os três terminámos a francesinha satisfeitos com um único senão: o molho. Apesar de estarmos convencidos que se faz ali melhor, a dose industrial de picante (piri-piri ou outro ingrediente qualquer que nos escusamos a identificar) faziam com que existisse a necessidade de pedir, pelo menos, 2 finos...ou mais, para os mais sedentos de refrescos. O preço (7,65 eur.) condiz com a qualidade do serviço e não fosse pelas 5 mesas e pelo aspecto verdadeiramente pitoresco, estamos certos que o Golfinho voaria mais alto...ainda assim, recomendamos vivamente a visita. Um abraço a todos os amantes da francesinha e até já! Blog do Golfinho

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
TOTAL
Local 6 6 6 6.00
Molho 6 4 6 5.33
Batatas 7 6 7 6.67
Inovação 6 5 5 5.33
Ingredientes 8 8 8 8.00
Preço 8 8 8 8.00
PONTUAÇÃO FINAL 6.83 6.17 6.67 6.56
CUSTO TOTAL 7.65 €
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13Oct/114

Lanchonete Brasil – Samba sem jeito

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Caros amantes de Francesinhas, estamos de volta. A mesma atitude a mesma vontade. Hoje decidimos rumar ao Porto profundo, por onde rolam os patins mais competentes desde país. Porque esta vida não é só futebol. Falamos claro está de Fânzeres,Gondomar. O eleito foi o muito falado 'Lanchonete Brasil'.

Equipa reunida e a viagem começa. Em poucos minutos estamos no local. Perto e bom caminho. A paisagem surge cinzenta, com prédios do tipo colmeia que invadem o horizonte. Nada que qualquer cidade cosmopolita não tenha nos seus arredores.

Uma porta de ferro pesada surge bem na entrada no espaço. Qual sala forte onde estarão escondidas as melhores Francesinhas deste país. Entramos uma sala quase vazia. Apenas uma mesa com dois comensais que se deliciam. Olhamos a televisão, joga Portugal. Cada um orienta o seu espaço na mesa como pode. Salta o menu para a mesa e não há que enganar. Existe uma e uma só opção.

Sem pestanejar arriscamos tudo. Pedimos também uma travessa de batata (paga à parte, claro).

Olhos colados no pequeno ecrã. Todos aguardamos uma reviravolta épica do estilo do ano 2000. Saudade, bons velhos tempos. Sem mais demoras vamos ao que interessa. Efectuamos o pedido. Desta forma fazemos levantar as senhoras da cozinha, até então estavam sentadas a aguardar algum movimento na sala. Aguardamos breves minutos.

Chega à mesa um quadrado amarelo, meio tosco. Num prato de sobremesa apoiado num prato de sopa. Um molho bastante escuro e bastante líquido. Ficamos apreensivos à primeira vista. Mas nunca nos iludimos com o primeiro encontro. Para o bem ou para o mal gostamos de saborear primeiro. Avançamos, o golo da Selecção parece trazer um bom presságio. Talvez não, a Selecção acaba por perder e a Francesinha acaba por desiludir bastante. Menos mal, os paltipes de alguns são cumpridos. Aí vamos nós para o mata-mata.

A francesinha era muito forte no bife. Na qualidade e quantidade. Tão forte que nem se encontrava mais nenhum ingrediente no interior da Francesinha. Com muito custo encontramos umas finas fatias de salsicha fresca de qualidade inferior. Tinha também umas fatias do chamado fiambrino. Estes ingredientes estavam envolvidos por um pão normal, não tostado. Por um queijo banal que não acrescenta valor nenhum à Francesinha. No geral o que mais nos agradou foram mesmo os bifes, que apesar de aparecerem em vários pedaços, eram saborosos e de qualidade.

O molho. Muito diferente do que estamos habituados, sem dúvida. Um sabor muito esquisito, alguém até comentou que tinha um sabor intenso a vinho. A cor quase 'negra', com um intenso picante que permanecia no palato durante largos minutos.

Esperavamos um sambinha de qualidade mas saiu na rifa um lento e sem jeito. No fundo uma Francesinha sem história. Foi um dia quase perfeito. A lua estava quase cheia. A Selecção quase ganhou. A Francesinha era quase boa. O preço da mesma também não ajuda. Pelo preço, a qualidade dos ingredientes poderia ser bem melhor. Desta forma, o Lanchonete Brasil não é um espaço por nós recomendado para degustar a mais que tudo. E isso diz muito. Até à próxima.

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 6 6 6 6.00
Molho 3 3 3 3 3.00
Batatas 6 6 6 6 6.00
Inovação 5 5 4 4 4.5
Ingredientes 6 6 6 6 6.00
Preço 4 5 4 4 4.25
PONTUAÇÃO FINAL 5.00 5.17 4.83 4.83 4.96
CUSTO TOTAL 8,90 €
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