Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

18Aug/110

Charco – Onde crescem pepitas, que no fundo são batatas fritas

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O verão está à porta, o tempo do ócio e das tardes solarengas está aí. As bebidas frescas e as conversas de ocasião invadem as esplanadas. As vias portuguesas, sejam pagas ou não, são invadidas por matrículas com caracteres que só os mais atentos conseguem identificar. Apesar das dificuldades que por cá sentimos, há ainda actividades que não pagam imposto. Nada melhor que um dia à beira rio, longe de tudo, sem telemóvel, sem Internet. Envolvido e absorvido pelo verde envolvente, que nos transmite uma paz imensa. São verdadeiramente estes os prazeres da vida. Como alguém disse, algures no tempo: as melhores coisas desta vida são gratuitas.
Apesar da época, férias é uma 'cena' que ao Projecto Francesinha não assiste. Assim sendo depois de alguma indecisão lá fomos nós em direcção aos subúrbios do Porto. Sempre uma aventura geográfica para quem está mais habituado a circular pelo coração da cidade. Desta feita o destino foi o Restaurante e Marisqueira Charco, em Rio Tinto. Á primeira vista passa por um simples snack-bar, mas explorando um pouco mais reparamos numa sala ampla depois de um pequeno corredor.

Hoje o Projecto Francesinha está desfalcado em um elemento. Mas a equipa está forte e concentrada. A está sala bem composta. As Francesinhas são a decoração principal das mesas em redor. Claramente uma casa conhecida pelas nossas mais que tudo. São indícios de uma boa refeição. Pensávamos nós, pelo menos por agora.
Lá nos sentamos numa mesa bem resguardada. Dois dedos de conversa. Sem perguntas para não complicar chegam os menus e as entradas. Melão bem fresquinho e um presunto bem fino. Tudo aquilo que nós gostamos. Olhando o menu vemos que existem nos chamados 'extras' - a linguiça, a salsicha fresca, o ovo, as batatas, entre outras. Pensamos nós que teríamos de pedir tudo isto à parte... Mas questionamos o empregado e ficamos esclarecidos. De uma forma bem sucinta e distante é-nos explicado o essencial, e nada mais do que isso. A Francesinha é composta por tudo aquilo que temos direito. Ficamos mais descansados. Pedimos só a batata à parte.
Continuamos a degustar as entradas. Vão chegando várias Francesinhas para outras mesas da sala. Vamos aguardando pelas nossas, expectantes.
Finalmente lá chegam elas. Bem decoradas com pequenos camarões descascados em redor e um grande e imponente bem espetado no topo. De apresentação das mais 'bonitas' que já vimos, com cores que enchem o olho. Pequena mas bem trabalhada.

Chega 2 minutos depois uma generosa travessa de batatas fritas. Com um aspecto divinal. Somos surpreendidos pelo sabor, cozinhadas no ponto certo e com a quantidade certa de sal. Sem dúvida entre as melhores que já provamos.
Pegamos em uma batata e qual pincel demolhamo-la no molho que envolve a Francesinha. Realmente a batata continua com uma qualidade superior.
Já o molho não agrada a nenhum dos presentes. A textura, o sabor parecem-nos demasiado artificiais. Com um sabor a marisco que se realça pela negativa. Afinal a decoração da Francesinha saltou também para o conteúdo do molho.
Como não quer a coisa fazemos o primeiro corte naquele quase perfeito quadrado amarelo. O queijo sem surpreender também não desilude. O pão demasiado mole e um pouco alto abraça um conteúdo de carnes bem composto. Notamos que falta a linguiça. Se lá estava ninguém a viu. O bife bem temperado, bem cozinhado. Mas qualquer coisa se passava, ou a faca não cortava ou o bife era demasiado duro. É de opinião geral que a segunda opção é a mais certa. Uma salsicha fresca generosa em conjunto com umas fatias de fiambre compõem o resto dos ingredientes.

Sem dúvida as batatas foram os que saltou à vista nesta refeição. Ficam na memória para mais tarde recordar e incluir num 'Best of' de batatas fritas. A Francesinha é boa, mas não surpreende. Uma escolha sólida para quem não tiver nos planos uma deslocação ao Porto.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
TOTAL
Local 5 5 5 5.00
Molho 5 4 5 4.67
Batatas 9 8 9 8.67
Inovação 5 4 5 4.67
Ingredientes 5 4 5 4.67
Preço 5 6 5 5.33
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 5.17 5.67 5.5
CUSTO TOTAL 7.50 €
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8Aug/117

Guarda-Sol: Um Petisco a Beira-Mar

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Foi num dia chuvoso e bem cinzento do alegre mês de Agosto que o Projecto Francesinha resolveu "atacar" mais um alvo. Enquanto o governo anuncia mais e mais planos de emergência, nós decidimos apostar na fórmula do costume: a francesinha é sempre capaz de trazer alegria ao povo! Numa época em que o Projecto tem alargado os seus horizontes, visitando espaços distantes da cidade do Porto, a Póvoa do Varzim emergeu como destino... não fossem as francesinhas também famosas por lá. Apesar do tempo, decidimos arriscar e fomos ao Guarda-Sol.

Marginal cheia, apesar da chuva murranhenta que teimava em abanar as férias de muita gente, não fosse a Póvoa destino primordial do tuga teso e de meninos de pais ricos com casas de Verão por aquela zona. Estacionar o carro foi tarefa impossível não fosse um parque pago que existe naquela zona. Depois de duas voltas, decidimos entrar e perder o amor ao dinheiro. Encontrar o espaço não foi difícil: a forma, redonda, e a localização em cima da praia denunciaram o Guarda-Sol da zona. O ambiente dentro era animado e o restaurante estava praticamente cheio. Para este ambiente há-de ter contribuído o Guimarães-Midjytiland que se jogava naquela altura. Chegados à mesa, bem com vista para o areal - porque o nevoeiro denso não deixava ver o resto - fomos confrontados com um cardápio diferente: apareceu uma tal de francesinha poveira. Ora isto é uma modalidade da francesinha servida na Póvoa para que esta pudesse ser portável para a praia...o Projecto decidiu experimentar e pediu uma para os 4, partida em pedaços em tom de brincadeira. Para prato principal, a Francesinha especial com batata e ovo recolheu 100% dos votos.

A brincadeira antecipou-se na chegada à mesa: que nem um cachorro com um molho diferente na cobertura achámos que esta versão da francesinha pouco ou nada acrescenta a um bom cachorro especial. Se bem que gostámos, como é evidente...é uma boa entrada. De repente, com a classe do costume e sem grande alarido, chegam as francesas à mesa. O primeiro impacto foi de espanto: o molho era muito diferente do que estávamos habituados. A cor, laranja claro, e a textura cremosa e grossa aguçou a curiosidade para saber como era de facto o molho destas bandas. À primeira garfada, pareceu-nos um molho muito forte...exageradamente forte. Tão forte que tivemos que abrir a francesinha para perceber ao certo o que a francesinha tinha. A quantidade de mostarda no molho é exagerada e disfarça os sabores naturais do prato. Ainda que as natas atenuem esta agressividade, os sentidos ficam como adormecidos por tamanha quantidade.

Os ingredientes tinham uma qualidade suficiente...ainda que não encantassem. O queijo também não se fez notar por aí além e o bife era banal. A mostarda, essa, saltou à vista e com as batatas faziam um snack engraçado...mas pouco mais do que isso. Ainda não foi desta que a Póvoa se impôs e o Projecto acabou por sair debaixo deste Guarda-Sol sem grande impressão. Se tiverem pela Póvoa, passem por lá pois é uma francesinha diferente do habitual que se torna uma descoberta engraçada. Mais do que isso é pura ficção. Obrigado a todos os seguidores e fãs do blog e, se for caso disso, Boas Férias...com Francesinhas, claro!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 6 7 6.75
Molho 6 6 4 5 5.25
Batatas 7 6 6 6 6.25
Inovação 6 6 6 6 6.00
Ingredientes 5 5 5 5 5.00
Preço 6 7 5 6 6.00
PONTUAÇÃO FINAL 6.17 6.17 5.33 5.83 5.88
CUSTO TOTAL 7.30 €
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