Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

14Apr/110

Barcarola: Um Sabor a Pouco

Bons Dias, caros entusiastas das Francesinhas. É com prazer que o Projecto vos relata mais um dos seus episódios. Desta vez, decidimos poupar na gasolina...e ficar pela cidade invicta. A verdade é que as medidas do FMI já afectam também o ProjectoFrancesinha... mantendo-se, no entanto, intacta a nossa vontade de as comer! As francesinhas, entenda-se!

Nesta ocorrência, havia quem tivesse chegado mais tarde e quem tivesse que sair mais cedo...compromissos sérios, disseram vozes mais informadas. O espaço é amplo, com várias mesas e aberto até tarde. Os plasmas dão a clara sensação de ser um espaço habitado por noctívagos, amantes do futebol e doutros desportos que tal.

Os barris são Super Bock, cenário comum na cidade invicta...as entradas tinham bom aspecto se bem que não foi por elas que fomos lá. Mas depois de um dia a trabuquir, digamos que dá jeito manduquir qualquer coisa. Lá trás, na cozinha o ar atarefado e os bons cheiros deixam antever algo de único: a chegada das francesinhas à mesa. O aspecto era positif! Bonitas por fora e com umas batatas de deixar água na boca....só de aspecto. Ora pois...as partes positivas acabaram aqui. Primeira garfada, primeira desilusão...nem deu para perceber se a batata era congelada ou não. Era tão má que não nos demos a esse esforço...recomendamos que peçam a versão sem batata. Depois, o pão parecia próprio duma tosta mista...das boas, é certo, mas não deixa de ser uma tosta mista. O bife parecia razoável, não fosse termos apanhado alguns nervos que nos puseram os nossos em franja!!! O ovo era banal e a chama que a francesinha acende em todos os pratos onde é servida foi-se rapidamente apagando a cada golpe, a cada degustação. Seria possível antever pior cenário? Provavelmente, não...mas a cerveja ia adiando o inevitável.

Os restantes ingredientes eram bons mas o molho, insípido, acrescentava algo a uma verdade que já não podíamos negar: esta francesinha não merece figurar entre a nossa galeria de honra. Sem dúvida que o Barcarola é uma Cervejaria com tradição na cidade do Porto e que continuará a receber vários visitantes em busca da sua nobre francesinha. No entanto, a sua falta de qualidade e a ausência de um serviço atencioso (facto que não podemos deixar de relatar) deixaram muito a desejar. Provavelmente, guardaram-nos melhor sorte para a próxima visita. E é o que nós vos desejamos daqui, meus caros convivas. Boas Francesinhas e boas surbias. Um forte abraço para todos e até à próxima.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 8 7 6 7.00
Molho 6 5 5 5 5.25
Batatas 4 3 4 5 4.00
Inovação 5 4 5 5 4.75
Ingredientes 5 6 6 6 5.75
Preço 6 6 5 6 5.75
PONTUAÇÃO FINAL 5.50 5.33 5.33 5.50 5.42
CUSTO TOTAL 8.2 €
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17Mar/110

Cenáculo – Um Clássico dos 80’s

Vivam amantes da Francesinha de todo o País e arredores desta nossa terra lusitana. Saudades do Projecto? Nós também tivemos vossas...e esta semana voltámos à carga. Aproveitámos a desculpa do costume (futebol) e fomos comer mais uma francesinha neste roteiro quase inesgotável pelo nosso Portugal! Desta feita, fomos reservados e decidimos não arriscar. Afinal de contas, não é todos os dias que vemos um Clássico. E é isso mesmo que é o Café Cenáculo. De entrada imponente, este templo conserva tudo aquilo que fez famosas as cervejarias nortenhas dos anos 80: boas mesas, apresentação fina, de bata e laçarote com ar de quem vai servir algo requintado...quase divinal, não fosse a bregeirice tuga exigir alguma falta de jeito...clássica nestas coisas. É a chamada tosquice...e o Cenáculo tem isso. Nós gostamos.

CenáculoSentamo-nos. Respiramos. Recostamo-nos nos sofás...pedimos um fino. Estamos em casa. E porque não? Afinal de contas, não se pode dizer que a Francesinha é algo que tenha muito Glamour...é a chamada refeição caseira...e não são essas as melhores? Então com umas moelas e um polvinho em alho para abrir o apetite, tanto melhor. Assim foi...e que ricas moelinhas! Nós apreciamos a boa mesa...principalmente quando ela sorri para nós. Em seguida, o respeito: Francesinha, com batata e ovo. Pedido fácil nesta mesa. Previsíveis, como sempre.

O Real já ganhava 1-0 ao intervalo. Hala Madrid! Começa a segunda parte mas nós ainda estávamos no início da primeira: as Francesinhas chegavam finalmente. Não eram muito fotogénicas nem queriam chamar muito à atenção...afinal de contas as Francesinhas não são coisas de estar, são coisas de comer. E esta até era interessante.

Bons ingredientes, sólidos, de qualidade, sem escapar ao standard mas sem defraudar um bom amante...merece claramente o rótulo de Clássica. Não inventa...e ninguém lhe pediu isso. A batata demorou a cortar porque foi feita à mão e estava razoável. O molho não era nada de especial...mas também se assim fosse, já tinha ido para o estrangeiro...não é o que se diz de tudo de bom que temos por cá? 🙂

Chegámos ao final com a clara sensação que podia ter ido mais longe...é pena o molho não convencer...pouco espesso, pouco picante, pouco tudo...demasiado pouco. O atendimento fora impecável, a molheira chegou quando elas secaram e tudo esteve muito bem (fora umas distracções próprias da nossa cultura de ir fazendo....e isso também é importante).

No final, o preço também prejudicou um pouco...a batata pagou-se à parte para perfazer a módica quantia de 9,13 euros só pela francesinha + batata. Recomendamos o Cenáculo para qualquer leitor que estude ou trabalhe/viva na zona e queira ir ver um futebol em ecrã gigante, beber uns finos e conversar com os amigos sem a preocupação de marcar mesa ou estar muito incomodado. Para isso, o Cenáculo é mesmo um espectáculo. Desta feita, ficamos por aqui em mais uma visita do ProjectoFrancesinha. E até sabermos qual a melhor, não vamos desistir...vocês merecem. Boas Francesinhas a todos e até uma próxima!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 6 6 6.50
Molho 6 5 4 5 5.00
Batatas 6 6 5 6 5.75
Inovação 6 6 5 5 5.50
Ingredientes 7 7 7 7 7.00
Preço 6 6 6 5 5.75
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.17 5.50 5.67 5.92
CUSTO TOTAL 9.12 €
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9Mar/110

Vencedores Passatempo “Francesinhas à Moda do Porto”

Antes de mais, queremos agradecer aos mais de 70 participantes do nosso passatempo "Francesinhas à Moda do Porto". Infelizmente, só podem vencer 3. Queremos esclarecer que a escolha foi difícil e que as regras estabelecidas inicialmente (máx.: 200 caracteres) foram utilizadas como critério eliminatório. Assim sendo e sem qualquer ordem em especial, queremos dar os parabéns ao Bruno Azevedo, à Eulália Cunha e ao Luís Costa pelos seus fantásticos textos. Obviamente, serão os 3 premiados com um exemplar do livro Francesinhas à Moda do Porto, de João Carlos Brito.

Quisemos saber mais sobre os nossos premiados leitores e nesse sentido, passamos a apresentá-los bem como aos textos que enviaram sobre o que seria um bom jantar com Francesinha à Moda do Porto.

Bruno Filipe Martins Azevedo tem 29 anos e é Engenheiro do Ambiente em Luanda, Angola. É natural de Vila do Conde e tem como francesinha favorita a delícia servida no Bufete Fase. Sendo ele leitor assíduo do nosso blog, tem ele próprio um mini Projecto Francesinha, que levava a cabo regularmente com um grupo de amigos ainda antes de trabalhar em Luanda. O Bruno defende que "Um jantar com uma Francesinha à Moda do Porto é um momento de reconforto, a nostalgia do reencontro, da camaradagem e amizade, partilhar das emoções e momentos que tão bem caracterizam esta região." Nós concordamos.

A Eulália Maria Queirós Gonçalves da Cunha tem 31 anos e é Técnica Notorial em Lousada. A sua Francesinha favorita é, curiosamente, servida no Restaurante Aldeão em Vila Real, que o Projecto ainda não visitou mas ficou curioso de. A Eulália adora viajar pelo nosso país e ir conhecendo a gastronomia de cada local e derreteu o nosso queijo com o seguinte poema:

"O prazer de ensopar um secreto molho no pão
Fazem deste prato um pecado de refeição,
Não posso resistir à luxúria da cerveja e batatas fritas a acompanhar
E deixo as minhas papilas gustativas pecar!"

Finalmente, o Luís Filipe Jesus da Costa tem 35 anos e é também ele natural de Vila do Conde. É profissional de seguros e tem como sítio predilecto para a sua francesinha o famoso Zé D'Amura, na Póvoa do Varzim. O Luis afirma já ter provado centenas de Francesinhas por todo o país e defende que as melhores estão mesmo no Norte, pese embora encontrar muitas vezes algumas que não deveriam utilizar esta denominação. O Luís definiu o jantar com uma Francesinha à Moda do Porto como "O acto de nos sentar-mos à mesa acompanhados por uma bela francesinha é antes de mais um encontro de Amigos. Momentos de partilha e amizade juntos por um gosto  em comum."

Parabéns a todos os premiados e obrigado a todos os restantes participantes. Boas Francesinhas e Até Já!

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3Mar/110

Projecto Francesinha no JornalismoPortoNet

O JornalismoPortoNet é um jornal online promovido no âmbito da Licenciatura em Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desta feita, foi o Projecto Francesinha que deu uma entrevista ao referido jornal que pode ser lida na íntegra AQUI onde confessamos, entre algumas peripécias, alguns insights do nosso projecto. Queremos desde já agradecer ao JPN a oportunidade que nos concederam e a todos os utilizadores pelo reconhecimento que têm demonstrado nos últimos tempos! Boas Francesinhas a todos!

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2Mar/110

Zé D’Amura – A diferença da discórdia!

Após as noticias dos últimos dias, o Projecto Francesinha está de volta ao seu 'safari'. Continuamos a percorrer os mais conhecidos locais - e até por vezes os menos - para apreciar uma bela Francesinha.

Desta feita o Projecto Francesinha deslocou-se para Norte, para uma terra conhecida pelas praias, pescadores e pelas lides tauromáquicas. Falamos, claro está, da Póvoa de Varzim. Não poderíamos deixar de fazer uma visita ao conhecido Zé D'Amura, já muito recomendado e comentado pelos leitores. Visto estarmos um pouco fora de radar, ligamos para validar que a porta se encontraria aberta e que teríamos mesa. Just in case, encerra ás segundas-feiras. Para nós estava perfeito... e, sem hesitar, avançamos.

Ze D'AmuraPara esta etapa o Projecto está desfalcado. Apesar do atempado agendamento, não foi possível juntar os quatro elementos. A ânsia e a curiosidade de provar mais uma Francesinha não deteve os restantes que se fizeram à estrada. Desta feita rodamos sobre o asfalto pago pois os governantes assim o quiseram. E nós, comensais, não o evitamos.

Os ventos inspiravam confiança. O nosso destino era certo, facilmente se orientou um lugar para o carro. Entramos no estabelecimento e lá estava a nossa mesa. Enfeitada com uns acepipes e um presunto bastante apetecível. Ocupamos os nossos lugares. Olhamos em volta, não está cheio, mas também não está vazio. Os empregados não param. Sempre atentos. Olhamos para o menu e reparamos que existem duas opções bem distintas. Uma com carne assada, sem batata e sem ovo. E outra com bife, batata e ovo. Ficamos suspensos, mais havíamos visto assim descrito com clareza esta diferença. Optamos todos pela Especial à Zé que inclui bife, batata, ovo e linguiça. Já lá vamos.

Francesinha do Zé D'AmuraEnquanto aguardamos vamos picando as entradas aqui e ali. Dois dedos de conversa e uma leitura pela Time Out Porto deste mês que é dedicada ao tema 'As Melhores Francesinhas'. Assunto ao qual não ficamos indiferentes...logo, fomos emitindo as nossas opiniões sobre o que esta escrito e sobre o que não está. Sem darmos por isso elas surgem. Surgem tão rápido que nem temos tempo de acabar o presuntinho e os acepipes...que pena!

Bom aspecto, boa cor e com pouco molho. É a primeira análise. As batatas fritas são como está escrito na Bíblia Gastronómica Portuense, que alguém um dia irá escrever... apesar de não agradarem a todos (e ainda bem que assim o é)! Apresentam-se em redor da Francesinha em quantidade suficiente. Começamos então. Primeiro corte e algumas surpresas. O queijo demasiado derretido e sem a consistência que aparentava na primeira análise. O molho foi o ponto da discórdia. Não agrada a alguns e é bastante bom para outros. Muito doce, daí que o sabor a tomate e a sua consistência demasiado liquida não convenceu a maioria. Já estávamos avisados para esta diferença. O bife era sem dúvida de qualidade superior. Amanhado no ponto e com a altura ideal. A linguiça era de charcutaria e salsicha fresca nem vê-la, como era anunciado no menu. Pão demasiado alto e muito fofo, tanto que se 'desaparecia' no molho. Molho que tivemos de requisitar logo após as duas garfadas iniciais. Deveras uma Francesinha muito diferente do que estamos habituados.

Pelas sugestões já íamos avisados que esta Francesinha não seria 'normal', e que fugiria aos padrões... Surpreendeu pela diferença no molho, bastante diferente do que estamos habituados. Não quer dizer que seja mau... na nossa opinião é apenas muito doce. É um indicador que se destaca. Vale sem duvida a viagem pelo asfalto pago, para quem se deslocar do Porto.

Estamos à vossa espera no próximo Domingo dia 6 de Março pelas 17h, na Fnac de Sta Catarina. Até breve!

Parâmetros rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 6 6 6.33
Molho 5 4 7 5.33
Batatas 4 7 7 6
Inovação 5 6 8 6.33
Ingredientes 5 4 6 6
Preço 6 6 6 6
PONTUAÇÃO FINAL 5.33 5.50 6.67 5.83
CUSTO TOTAL 8.40 €
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25Aug/100

Projecto Francesinha: Um Roteiro

Nós somos um grupo de amigos que decidiu criar este Blog por vários motivos...entre os quais descobrir quais as melhores francesinhas de Portugal. Como o fazemos? Simples: basicamente, vamos comê-las todas! 🙂 Não de uma vez, mas faseado. E depois vamos dar a nossa opinião séria, honesta e responsável. Espero que acompanhem este verdadeiro roteiro gastronómico deste prato tão típico do Norte do País 🙂

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