Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

26Oct/110

Golfinho – O sabor da Invicta

Fizemos contas ao nosso orçamento. Sabiam que desde que começou o Projecto, cada um dos autores gastou mais de 500 euros em francesinhas? Pois é...é este o valor do nosso amor a esta maravilha da gastronomia...e tal como o défice, é garantido que vai continuar a aumentar...façam os cortes que fizerem! Ainda esta semana contribuímos para este "monstro", não fosse o ministro das Finanças aumentar ainda mais o IVA deste manjar dos deuses...e dos nortenhos! Desta feita, decidimos atacar o problema de frente: fomos a uma das mais reconhecidas casas de francesinhas do porto: A Casa de Pasto Golfinho, nas traseiras da Rua José Falcão.

É evidente que as nossas salivas gustativas já palpitavam na nossa boca..."Será que é desta?" pensávamos nós...não sabíamos...mas estávamos ansiosos. Fomos só três...mas já éramos muitos...a crise na restauração já chegou a estes lados e só tinham uma das 5 mesas ocupadas. Não nos assustámos e após tocar à porta (sim, ela não está aberta), lá nos deixaram entrar e convidaram-nos a sentar. O ar típico de tasco e o ambiente tosco não deixavam antever o que viria para o nosso prato. O menu, em inglês, já nos dizia muito sobre aquele espaço: muito procurado pelos turistas e orgulha-se de ter a francesinha como especialidade de décadas.

Após folhearmos o menu apenas para saciação do nosso apetite por curiosidades, pedimos o óbvio: 3 francesinhas especiais com batata e ovo. Surpreendidos? Esperamos que não...sem entradas ou pãozinho para degustar antes (não fossemos ficar cheios antes do main show) demos dois dedos de conversa e abrimos ainda mais o fosso colossal das nossas contas...gastronómicas. É que a fome, como a Troika, é negra! Entre cortes para ali e viagens para acolá (Moscovo e Nova Iorque foi os destinos sobre os quais...sonhámos), eis que termina na nossa estação o comboio mais esperado: três carruagens de luxo traziam tudo o que queríamos: três malgas com francesinhas dentro.

De aspecto refundido e ar de poucos amigos, esta francesinha de tasco parecia à distância ser mais uma daquelas baratas e sem grande história para contar: pura ilusão. À primeira garfada, percebemos que não é por acaso que já foi visitada por pessoas de diferentes proveniências: aqui, a qualidade é real e vale a pena esperarmos por isso. O pão estava no ponto...o queijo não era top mas a forma como envolvia o pão fez a viagem valer a pena. O bife não era de primeira...mas a qualidade das carnes de porco e a forma como foram confeccionadas conferiam-lhe um sabor único. As batatas, cortadas à mão e feitas na hora, davam aquele aspecto caseiro que nos faz sentir...em casa! O sabor da invicta chegou e disse: presente!

O ovo estrelado não era de aviário e a francesinha não era enfarta burros. Comia-se...era uma refeição equilibrada. Se é que há francesinhas assim...e nesse momento, o tasco transportou-nos no tempo...por poucos instantes. Os três terminámos a francesinha satisfeitos com um único senão: o molho. Apesar de estarmos convencidos que se faz ali melhor, a dose industrial de picante (piri-piri ou outro ingrediente qualquer que nos escusamos a identificar) faziam com que existisse a necessidade de pedir, pelo menos, 2 finos...ou mais, para os mais sedentos de refrescos. O preço (7,65 eur.) condiz com a qualidade do serviço e não fosse pelas 5 mesas e pelo aspecto verdadeiramente pitoresco, estamos certos que o Golfinho voaria mais alto...ainda assim, recomendamos vivamente a visita. Um abraço a todos os amantes da francesinha e até já! Blog do Golfinho

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
TOTAL
Local 6 6 6 6.00
Molho 6 4 6 5.33
Batatas 7 6 7 6.67
Inovação 6 5 5 5.33
Ingredientes 8 8 8 8.00
Preço 8 8 8 8.00
PONTUAÇÃO FINAL 6.83 6.17 6.67 6.56
CUSTO TOTAL 7.65 €
Filed under: Uncategorized No Comments
13Oct/110

Lanchonete Brasil – Samba sem jeito

Caros amantes de Francesinhas, estamos de volta. A mesma atitude a mesma vontade. Hoje decidimos rumar ao Porto profundo, por onde rolam os patins mais competentes desde país. Porque esta vida não é só futebol. Falamos claro está de Fânzeres,Gondomar. O eleito foi o muito falado 'Lanchonete Brasil'.

Equipa reunida e a viagem começa. Em poucos minutos estamos no local. Perto e bom caminho. A paisagem surge cinzenta, com prédios do tipo colmeia que invadem o horizonte. Nada que qualquer cidade cosmopolita não tenha nos seus arredores.

Uma porta de ferro pesada surge bem na entrada no espaço. Qual sala forte onde estarão escondidas as melhores Francesinhas deste país. Entramos uma sala quase vazia. Apenas uma mesa com dois comensais que se deliciam. Olhamos a televisão, joga Portugal. Cada um orienta o seu espaço na mesa como pode. Salta o menu para a mesa e não há que enganar. Existe uma e uma só opção.

Sem pestanejar arriscamos tudo. Pedimos também uma travessa de batata (paga à parte, claro).

Olhos colados no pequeno ecrã. Todos aguardamos uma reviravolta épica do estilo do ano 2000. Saudade, bons velhos tempos. Sem mais demoras vamos ao que interessa. Efectuamos o pedido. Desta forma fazemos levantar as senhoras da cozinha, até então estavam sentadas a aguardar algum movimento na sala. Aguardamos breves minutos.

Chega à mesa um quadrado amarelo, meio tosco. Num prato de sobremesa apoiado num prato de sopa. Um molho bastante escuro e bastante líquido. Ficamos apreensivos à primeira vista. Mas nunca nos iludimos com o primeiro encontro. Para o bem ou para o mal gostamos de saborear primeiro. Avançamos, o golo da Selecção parece trazer um bom presságio. Talvez não, a Selecção acaba por perder e a Francesinha acaba por desiludir bastante. Menos mal, os paltipes de alguns são cumpridos. Aí vamos nós para o mata-mata.

A francesinha era muito forte no bife. Na qualidade e quantidade. Tão forte que nem se encontrava mais nenhum ingrediente no interior da Francesinha. Com muito custo encontramos umas finas fatias de salsicha fresca de qualidade inferior. Tinha também umas fatias do chamado fiambrino. Estes ingredientes estavam envolvidos por um pão normal, não tostado. Por um queijo banal que não acrescenta valor nenhum à Francesinha. No geral o que mais nos agradou foram mesmo os bifes, que apesar de aparecerem em vários pedaços, eram saborosos e de qualidade.

O molho. Muito diferente do que estamos habituados, sem dúvida. Um sabor muito esquisito, alguém até comentou que tinha um sabor intenso a vinho. A cor quase 'negra', com um intenso picante que permanecia no palato durante largos minutos.

Esperavamos um sambinha de qualidade mas saiu na rifa um lento e sem jeito. No fundo uma Francesinha sem história. Foi um dia quase perfeito. A lua estava quase cheia. A Selecção quase ganhou. A Francesinha era quase boa. O preço da mesma também não ajuda. Pelo preço, a qualidade dos ingredientes poderia ser bem melhor. Desta forma, o Lanchonete Brasil não é um espaço por nós recomendado para degustar a mais que tudo. E isso diz muito. Até à próxima.

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 6 6 6 6.00
Molho 3 3 3 3 3.00
Batatas 6 6 6 6 6.00
Inovação 5 5 4 4 4.5
Ingredientes 6 6 6 6 6.00
Preço 4 5 4 4 4.25
PONTUAÇÃO FINAL 5.00 5.17 4.83 4.83 4.96
CUSTO TOTAL 8,90 €
Filed under: Uncategorized No Comments
30Sep/110

Restaurante Convivio – Charme, Exigência e Carteira Recheada

Há coisas que mudam. O tempo, as vontades, as paisagens, as pessoas. Outras não. Uma das coisas que tem mudado é o poder de compra dos portugueses...para pior. A qualidade das nossas empresas...para pior. O número de desempregados...para maior. A nossa vontade de comer francesinhas...está na mesma! E foi numa tarde de verdadeiro Outono que o Projecto não resistiu a mais uma chamada e reuniu-se para cumprir o já épico objectivo: descobrir qual é, de facto, a melhor francesinha do país.

Depois de algumas incursões pela zona Norte, decidimo-nos ficar pelo nosso Porto e visitar mais um espaço emblemático da Francesinha no coração da cidade invicta: o Restaurante Convívio. Aqui, tal como no nosso apetite, nada mudou: aquele ar requintado de metais dourados e de mesas que parecem ter uma vida infinita, juntamente com aqueles balcões de bar longos e a "piscina" de crustáceos fazem deste espaço o lugar para quem procura um restaurante com charme e tradição. Os empregados, de laço e camisa branca rapidamente encaminham-nos à chegada para uma mesa com vista para o aquário onde as lagostas dão o último sinal de vida. Na televisão, o Otelul Galati - clube romeno que defrontava o SLBenfica para a Liga dos Campeões - fazia mais ou menos o mesmo.

Sem pedirmos, eis que surge na mesa umas entradas chorudas com bola de carne e croquetas de carne de comer e chorar por mais. Nisto, o funcionário troca a temperatura de um Ice Tea...um pedido foi fresco e este veio natural. Ao aperceber-se do problema (mesmo antes de servir), o mesmo desdobrou-se em mil desculpas. A sua preocupação com os pormenores foi por nós valorizada...Exigência é uma caraterística desta casa.

Os queijos e as tostas também faziam parte do menu e depois de uma rápida consulta da lista, decidimo-nos pela francesinha com bife. Para nosso espanto, não havia nesta casa essas "invenções" de francesinha especial pelo que o ovo encavalitado e a batata foram colocados (e pagos) à parte. Após alguma discussão sobre temas do dia, como o aumento do IVA e do desemprego, assim como do estado da dívida Grega, as francesinhas chegam como pano de fundo. Uma adição natural a um jantar de amigos que já não se viam há 15 dias. E assim elas cumprem mais uma vez o seu importante papel.

O molho, de tom esbatido e ás pintinhas, deixou a desejar logo na primeira garfada. Muito sem saboroso, com tudo algo misturado sem grande saber ou cuidado...quer-nos parecer. A Francesinha, apesar do seu aspecto de tamanho reduzido, era consistente e rica em carnes, pão e queijo de alta qualidade. As batatas caseiras estavam um snack agradável mas pouco mais do que isso: pareceu-nos que não foram fritas de forma muito fresca e isso, como sabem, faz toda a diferença.

De Manchester, vinha a notícia que o United local perdia...lá se ia a margem dos apostadores. 2500 kms a sul, no Convívio, íamos degustando a francesinha que rapidamente desaparecera dos nossos pratos...sem que tenha vindo molho extra para a mesa. No final, sem sobremesa, pagamos mais de 15 euros (11,20 pela francesinha)...o que significa que este restaurante não é, realmente, para qualquer bolsa....ideal para quem aprecia o Charme e Exigência num restaurante mas só acessível a quem tenha a Carteira Recheada, o Convívio é uma opção interessante pelas entradas e pelo horário que disponibiliza. A francesinha tem qualidade, não tem molho...mas parece-nos, sobretudo, demasiado dispendiosa para um "prato do povo". Fica mais uma opinião do Projecto em mais uma etapa da nossa longa viagem. Um abraço para todos vós que nos seguem e para o Manchester, que ao cair do pano, ainda empatou o jogo 🙂

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 7 7 7.00
Molho 5 5 5 5 5.00
Batatas 6 6 6 6 6.00
Inovação 7 6 6 6 6.25
Ingredientes 8 7 8 7 7.50
Preço 5 5 5 5 5.00
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.00 6.17 6.00 6.13
CUSTO TOTAL 11.2 €
Filed under: Uncategorized No Comments
18Aug/110

Charco – Onde crescem pepitas, que no fundo são batatas fritas

O verão está à porta, o tempo do ócio e das tardes solarengas está aí. As bebidas frescas e as conversas de ocasião invadem as esplanadas. As vias portuguesas, sejam pagas ou não, são invadidas por matrículas com caracteres que só os mais atentos conseguem identificar. Apesar das dificuldades que por cá sentimos, há ainda actividades que não pagam imposto. Nada melhor que um dia à beira rio, longe de tudo, sem telemóvel, sem Internet. Envolvido e absorvido pelo verde envolvente, que nos transmite uma paz imensa. São verdadeiramente estes os prazeres da vida. Como alguém disse, algures no tempo: as melhores coisas desta vida são gratuitas.
Apesar da época, férias é uma 'cena' que ao Projecto Francesinha não assiste. Assim sendo depois de alguma indecisão lá fomos nós em direcção aos subúrbios do Porto. Sempre uma aventura geográfica para quem está mais habituado a circular pelo coração da cidade. Desta feita o destino foi o Restaurante e Marisqueira Charco, em Rio Tinto. Á primeira vista passa por um simples snack-bar, mas explorando um pouco mais reparamos numa sala ampla depois de um pequeno corredor.

Hoje o Projecto Francesinha está desfalcado em um elemento. Mas a equipa está forte e concentrada. A está sala bem composta. As Francesinhas são a decoração principal das mesas em redor. Claramente uma casa conhecida pelas nossas mais que tudo. São indícios de uma boa refeição. Pensávamos nós, pelo menos por agora.
Lá nos sentamos numa mesa bem resguardada. Dois dedos de conversa. Sem perguntas para não complicar chegam os menus e as entradas. Melão bem fresquinho e um presunto bem fino. Tudo aquilo que nós gostamos. Olhando o menu vemos que existem nos chamados 'extras' - a linguiça, a salsicha fresca, o ovo, as batatas, entre outras. Pensamos nós que teríamos de pedir tudo isto à parte... Mas questionamos o empregado e ficamos esclarecidos. De uma forma bem sucinta e distante é-nos explicado o essencial, e nada mais do que isso. A Francesinha é composta por tudo aquilo que temos direito. Ficamos mais descansados. Pedimos só a batata à parte.
Continuamos a degustar as entradas. Vão chegando várias Francesinhas para outras mesas da sala. Vamos aguardando pelas nossas, expectantes.
Finalmente lá chegam elas. Bem decoradas com pequenos camarões descascados em redor e um grande e imponente bem espetado no topo. De apresentação das mais 'bonitas' que já vimos, com cores que enchem o olho. Pequena mas bem trabalhada.

Chega 2 minutos depois uma generosa travessa de batatas fritas. Com um aspecto divinal. Somos surpreendidos pelo sabor, cozinhadas no ponto certo e com a quantidade certa de sal. Sem dúvida entre as melhores que já provamos.
Pegamos em uma batata e qual pincel demolhamo-la no molho que envolve a Francesinha. Realmente a batata continua com uma qualidade superior.
Já o molho não agrada a nenhum dos presentes. A textura, o sabor parecem-nos demasiado artificiais. Com um sabor a marisco que se realça pela negativa. Afinal a decoração da Francesinha saltou também para o conteúdo do molho.
Como não quer a coisa fazemos o primeiro corte naquele quase perfeito quadrado amarelo. O queijo sem surpreender também não desilude. O pão demasiado mole e um pouco alto abraça um conteúdo de carnes bem composto. Notamos que falta a linguiça. Se lá estava ninguém a viu. O bife bem temperado, bem cozinhado. Mas qualquer coisa se passava, ou a faca não cortava ou o bife era demasiado duro. É de opinião geral que a segunda opção é a mais certa. Uma salsicha fresca generosa em conjunto com umas fatias de fiambre compõem o resto dos ingredientes.

Sem dúvida as batatas foram os que saltou à vista nesta refeição. Ficam na memória para mais tarde recordar e incluir num 'Best of' de batatas fritas. A Francesinha é boa, mas não surpreende. Uma escolha sólida para quem não tiver nos planos uma deslocação ao Porto.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
TOTAL
Local 5 5 5 5.00
Molho 5 4 5 4.67
Batatas 9 8 9 8.67
Inovação 5 4 5 4.67
Ingredientes 5 4 5 4.67
Preço 5 6 5 5.33
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 5.17 5.67 5.5
CUSTO TOTAL 7.50 €
Filed under: Uncategorized No Comments
7Jul/110

Locanda: O Forno Clássico

Já passou mais de um ano desde que o Projecto começou a invadir as casas de francesinhas um pouco por todo o norte do país. O sentimento do dever cumprido é algo que sentimos cada vez que nos juntamos mas a ambição de ter mais e sobretudo, de conviver mais, persuade-nos a continuar. E esta semana fizemo-lo no conhecido Locanda, em Canelas. Numa altura de grandes movimentações, financeiras, governamentais e futebolísticas, é bom sabermos aquilo com que podemos contar. E o Locanda está na mesma...entrada rústica, quase escondida para que forasteiros curiosos não saibam bem onde fica o famoso "baú do tesouro".

Acontece que por aqui, o tesouro vai ao forno, numa das casas mais antigas a fazê-lo em Portugal. Falamos, claro está, da nossa afamada francesinha. O dia já ia longo e a fome já apertava, pelo que as tradicionais entradas, com os croquetinhos e umas chamuças a estalar fizeram as delícias. "Não há televisão..." diziam os mais preocupados com a linha. Sim, porque naquelas mesas, a concentração ia toda para o verbo "comer". O empregado, muito só e pouco espedito, tinha dificuldades em perceber os nossos pedidos à primeira e cometeu alguns enganos. Como sabem, nós ligamos a este tipo de coisas...pela negativa. Uma casa também se faz pelo seu atendimento e na nossa opinião, o Locanda começou com o pé esquerdo neste capítulo.

Mais dois dedos de conversa sobre o mercado de trabalho depois de "arrumados" duas travessas de entradas e já o forno ruge ao fundo. "Rauum, rauuum" dizia ele das suas labaredas num incendio que só parou mesmo na nossa mesa: as francesinhas foram servidas! O primeira impressão é deliciosa. O molho era muito bom e a francesinha tinha bom aspecto, apesar que o queijo não tinha aquela textura a qual estávamos habituados...as batatas chegam e o primeiro baque: são boas...e congeladas. Projecto Francesinha não gosta disto.

Abrindo a Francesinha, percebemos uma boa qualidade dos ingredientes mas a falta da salsicha fresca. O bife apresentou também algum nervo, coisa a qual não perdoamos. Uma francesinha tem de ter ingredientes de excelência...o molho é de excelência mas os ingredientes, talvez frutos de uma grande massificação da dita cuja, não eram incríveis. Limitavam-se ao patamar do bom. O preço foi a surpresa: abaixo dos 10 euros, como costuma mandar o standard das casas deste nível. Os gelados estavam bons pelo que entendemos que o Locanda, apesar de ter uma francesinha de eleição, é capaz de não valer "aquela deslocação especial". Fica a nossa opinião sobre este templo das francesinhas. Abraços para todos os leitores e comam francesinhas....com moderação!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 6 5 5 5 5.25
Molho 8 8 8 7 7.75
Batatas 6 7 7 7 6.75
Inovação 7 8 7 7 7.25
Ingredientes 7 6 6 6 6.25
Preço 8 7 7 7 7.25
PONTUAÇÃO FINAL 7.00 6.83 6.67 6.50 6.75
CUSTO TOTAL 9.35 €
Filed under: Uncategorized No Comments
7Jul/110

Aniversário PFrancesinha: Uma Festa em Família

No último dia 30 de Junho, o ProjectoFrancesinha, amigos e leitores assíduos reuniram-se no TappasCaffé para comer mais uma e naturalmente celebrar o primeiro aniversário do Projecto. Foram muitas as histórias e as curiosidades partilhadas, entre pedidos bizarros e lamentações, lá se sopraram as velas que o bolo assim continha (em forma de francesinha, claro está). A recepção foi a melhor numa casa já famosa pelo saber receber e o xiripiti aqueceu a noite que, para os mais audazes, acabou no Batô, em Leça. A Francesinha essa, estava bastante boa, não fosse também apanágio da casa. O ProjectoFrancesinha queria agradecer a todos os convidados e ao TappasCaffé pelo excelente serão que nos proporcionaram. Parabéns ProjectoFrancesinha! Parabéns a todos vocês!

Filed under: Uncategorized No Comments
23Jun/110

A. Cunha 2 – Aposta Segura

E tudo volta ao normal. O Projecto Francesinha 'is back in business'. Esta semana a vida portuense gira à volta de sardinhas, febras, broa, martelinhos, alho porro e bom vinho. Semana de fim de semana prolongado que promete festa rija, no Porto e arredores. Contudo o Projecto continua concentradissimo na sua missão e não facilita. Mais uma aventura e uma agradável surpresa. Desta feita o destino foi a zona de Ramalde, conhecida por vezes por outros motivos menos nobres. Todavia, a partir de hoje será conhecida - pelo menos para nós - como um bom sitio para deliciar uma Francesinha. Falamos claro está do Café A.Cunha 2. Com um reclamo imponente no topo do edifício, não há que enganar!


Espaço tipicamente portuense, bastante caseiro. Agradável e bem composto. Já várias mesas estão enfeitadas com as 'gostosas do pedaço'. Sentamos e a escolha é óbvia, sem menu e sem pestanejar: Francesinha c/ ovo e batata, dois finos e duas canecas. Rápido e eficaz, bem do jeito que o Projecto gosta. Olhamos em redor, gente que se delicia com o que vai trincando. Gente humilde e trabalhadora, que como nós, tem ao final do dia alguma paz e descanso. E sempre que possível acompanhado com boa comida e boa companhia.
Vamos afinando os detalhes para o grande dia. Está já aí. Teremos surpresas e novidades. O local foi escolhido por vós e, como bons democratas, aceitamos a decisão da maioria. É já dia 30 de Junho !
Entram mais e mais pessoas. O espaço fica cada vez mais quente e cheio de comensais. É um bom sinal, os locais movimentados são assim por alguma razão.

Vindas bem lá do fundo, elas surgem com uma cor e cheiro que se avista de longe. Grandes, imponentes. A primeira avaliação é bastante positiva. Ficamos todos agradavelmente surpreendidos. Até porque a fome já apertava e impunha-se algo de dimensões superiores, e de facto foi o que nos surgiu na mesa.
A conversa continua e é dada a primeira garfada. Para nossa surpresa existem dois bifes no interior! Com a altura ideal, textura e sabor no ponto. Um ovo com dimensões nada normais, bastante grande para não destoar. O queijo bastante saboroso agasalha na perfeição o pão. Este tem a altura ideal apesar de ser um pouco mole. Continuamos o desbravamento.

Chegam as batatas. São finas e claramente congeladas. De uma qualidade que não é bem no nosso agrado. Mas adiante. A primeira batata salta discretamente para o molho.
Apesar de congelada combina bem com este molho. É como nas Ciências Matemática, menos com menos dá mais... Um molho saboroso, aparentemente com tudo o que deve ter. Mas era demasiado líquido, ganha nitidamente pelo sabor e textura. As Francesinhas estão claramente pouco demolhadas, rapidamente ficamos a seco. Pedimos mais molho. As batatas acabam, surge rapidamente outra travessa. Não nos falta nada. Temos tudo.
Dois bifes de uma qualidade superior, tenros e bem temperados. Uma pequena fatia de linguiça aparece como que perdida no meio dos dois enormes bifes. Salsicha fresca nem vê-la. Fiambre e bacon compõem o conteúdo desta Francesinha.

Saltam claramente à vista os dois bifes. Poderiam ser acompanhados de algo mais. Vale sem dúvida a visita a este local, bem referenciado por todos. Apesar dos dois bifes de bastante qualidade, pensamos que o preço está um pouquinho acima, mas quem somos nós para julgar comerciantes trabalhadores. Quem se dá a estes 'luxos' é porque pode e nós ainda vamos podendo. Um abraço a todos os que nos seguem! Vemo-nos no nosso aniversário, dia 30 de Junho, pelas 20:30 no Tappas Caffé! Inscrições aqui!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 6 6 6 6 6
Molho 6 5 5 6 5.5
Batatas 5 4 5 6 5
Inovação 8 7 7 7 7.25
Ingredientes 7 8 7 8 7.5
Preço 7 6 6 7 6.5
PONTUAÇÃO FINAL 6.50 6.00 6.00 6.67 6.29
CUSTO TOTAL 10.8 €
Filed under: Uncategorized No Comments
8Jun/110

Manjar do Nordeste: A Ver o Mar

20 horas e 30 minutos. Ainda está um calor abrasador no Porto. A terra, cansada de tanto sol, parece lançar um bafo próprio de quem está estafado de trabalhar o dia todo...na verdade, todos estávamos. Todos nós...os 4 amigos que se reuniram uma vez mais com o propósito de apurar qual a melhor francesinha do país. Já toda a gente percebeu de quem estamos a falar!

Num dia de céu azul, decidimos ir ver como estava o por de sol à beira mar. A linha do horizonte puxou-nos um pouco mais para os lados da praia e foi sem dificuldade que, na Madalena, demos de caras com o Manjar do Nordeste. Este espaço recente bem junto à praia com o mesmo nome (Madalena) prima por uma certa classe, charme e bem estar. O requinte do espaço contrasta com as belíssimas paisagens e um certo "savoir faire" que o projecto aprecia. Sentados, de vista para a praia lá passámos os olhos pelo menu...já viciado pelas escolhas que não são mais que um ritual que nos faz reunir uma vez após outra sem qualquer saturação. Pensamos que temos mais vontade agora do que quando começamos e isto só pode ser efeito das francesinhas...existe algum cientista pronto a provar tal teoria?

Uns petiscos surgem na mesa acompanhados duma boa Tulipa portuguesa. As férias já espreitam no horizonte enquanto o sol, bocejante, já acorda noutras paragens. Porém, ambos dominam a conversa na mesa até que os camarões têm uma entrada triunfante. Claro que vieram acompanhados de um molho daqueles bem pesados que só  fazem mal ao colestrol. Após dois olhares, não hesitámos: ignorámos os pasquins das dietas e contribuímos e de que maneira para aquele grupo alimentar dos 1%: GORDURAS! Sim, porque a francesinha compensa com felicidade, lembram-se?

O Forno lateja assim como os nossos corações. O queijo contorce-se de dor e as carnes, ainda que sofram, soltam aquele líquido que dá aquele sabor extra. Mal esfregamos os olhos, o sol desaparece e as francesinhas já cantam na nossa mesa num passo de pura magia. Após um momento de reflexão, partimos para o que interessa e começámos a ingeri-las! O aspecto, era tosco...mas não há nenhum prémio "Miss Francesinha". O molho, parecia pálido, chegado de 3 meses bem passados de dieta numa trincheira de guerra qualquer. Quem feio ama bonito lhe parece, dirão alguns. Nós amamos molho de francesinha mas este é simplesmente mau e não vai figurar na história.

A francesinha, essa, tem carnes com qualidade e um bife até interessante...se bem que a mistura não é nada homogénea. O pão, demasiado alto, e o queijo, demasiado gordo, fazem a francesinha saber a lasanha...e até ver, os nossos amigos italianos ainda não se lembraram de fazer um projecto qualquer 😀

Finalmente, temos de elogiar as batatas por serem caseiras...se bem que também não era lá grande pistola. Safava-se o ovo que não era de aviário o que no conjunto, até subia o padrão...não fosse o pão, demasiado alto, lembrar-nos que se calhar podíamos ir à Madalena, ver o mar e desfrutar deste lindo espaço...lendo o menu e pedindo outra coisa qualquer...a francesinha no Manjar do Nordeste não compensa. No final, ainda pedimos sobremesa e o preço não ajudou à avaliação positiva. Fica a dica após mais uma visita do Projecto. Contamos convosco no nosso aniversário no próximo dia 30 de Junho de 2011. Mais informações na nossa página de facebook!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 8 9 8 8 8.25
Molho 5 5 4 5 4.75
Batatas 6 6 5 6 5.75
Inovação 5 5 5 5 5
Ingredientes 6 5 5 6 5.5
Preço 5 5 5 4 4.75
PONTUAÇÃO FINAL 5.83 5.83 5.33 5.67 5.67
CUSTO TOTAL 9.6 €
Filed under: Uncategorized No Comments
3Jun/110

Aniversário Projecto Francesinha: 30/6

Caros Leitores e Amigos,

No próximo dia 23 de Junho de 2011 o ProjectoFrancesinha faz um ano de existência. Foi um ano óptimo que superou todas as nossas expectativas. Nascemos como um blog de amigos para amigos que ultrapassou essas fronteiras. Agradecemos todo o reconhecimento de que fomos alvo a vocês, amigos e leitores do blog, que com sugestões, críticas e comentários fizeram das nossas aventuras e deste blog uma experiência melhor para todos. O nosso sucesso é também vosso.

Desta forma, queríamos retribuir este carinho reunindo a "família" do Projecto no próximo dia 30/6/2011. Qualquer um é livre de se inscrever ao jantar até à sua véspera, sendo que quem se inscrever até dia 18/6 terá a oportunidade de escolher o espaço em que este irá decorrer (que será, forçosamente, um dos 30 espaços visitados pelo Projecto durante o último ano). Como ainda não somos ricos, cada um pagará a sua - uma vez que é evidente que o jantar será francesinha. Claro que o ProjectoFrancesinha terá uma lembrança para vocês! Inscrevam-se AQUI e venham participar nesta grande festa!

Filed under: Uncategorized No Comments
27Apr/110

Café Hamburgo – O Paraiso Não Mora Aqui

No dia em que a Francesinha foi eleita como uma das 10 melhores 'sanduíches' do Mundo pelo Aol Travel, o Projecto Francesinha fez mais uma das suas incursões. De notar que esta eleição é feita por um site referência na informação sobre destinos turísticos e lazer. O Aol Travel pretende apontar "uma lista de alguns exemplos dignos de babar", afirmando que as sanduíches são a companhia perfeita para qualquer ocasião.

Vamos agora ao que vos traz cá. Após um dia atarefado para todos nós, cheio de telefonemas, e-mails e reuniões, nada melhor que terminar com uma bela Francesinha e na companhia daqueles com os quais partilhamos bons momentos nos últimos anos. O ponto de encontro estava marcado, bem conhecido de todos nós. Não havia que enganar. Daí o Projecto Francesinha parte para mais uma aventura do nosso 'safari'. Máquina fotográfica em punho e estômagos preparados....o destino estava previamente escolhido. Muito falado, recomendado e comentado. Como sempre nós acedemos aos pedidos mais pitorescos dos nossos leitores. A torcida pede e a equipa dá o máximo. Falamos do Café Hamburgo, situado do outro lado da margem. Bem ali, perto de Vilar do Paraíso. E o Paraíso era o que almejávamos encontrar.

Rapidamente atravessamos a ponte que tem nome de serra. Ruas estreitas e de sentido único. Visualizamos um lugar de estacionamento e ele lá estava esperando por nós...Nem mais um havia! Cinco pessoas na porta. O proprietário recebe alguns dos pedidos. Olhamos lá para dentro e os comensais são imensos. Tantos que parece nem haver mesa para nós. Mas calma...o olhar experiente e mais atento do proprietário serena as nossas preocupações. Entramos, um espaço grande e bastante agradável. Um decoração imponente com uma gigante Francesinha na parede. Sem menu e sem pestanejar optamos pela Francesinha Especial com ovo e batata - para não complicar.

Os empregados circulam a um ritmo intenso. Os pratos vão e vem como folhas em dia de vento. Aguardamos breves minutos e as 'ditas' aterram suavemente na nossa mesa. Bem ornamentadas, com uma decoração nunca antes vista pelo Projecto Francesinha. As batatas fritas cobrem por completo um minério que auspiciava ser delicioso. Para alguns a primeira facada, as batatas fritas apesar de serem verdadeiras e de bom aspecto sabiam a pescado. Azar do singular, sorte do plural pois apenas um dos pratos tinha tal sabor.

Avancemos, vamos explorando o prato. Comendo batatas e mais batatas. Lá atingimos a luz. Ela reluzia, com um ovo imponente no topo. Primeira garfada, o pão era de boa qualidade, com a altura ideal.

Até aqui perfeito. O queijo sem surpreender, cumpre os mínimos para entrar nos 'Jogos Gastronómicos Sem Fronteiras'. Pedimos mais molho. Com aquela avalanche de batata o molho sumiu. Podemos já falar nele. Um molho bastante interessante, picante, sabor intenso e agradável. Demasiado líquido e talvez a faltar um pouco de sal. Aquele pão esconde do bom e do pior.. Um bom bife. Bem amanhado e bem temperado. De tamanho invejável. Projecto Francesinha gosta disto! A companhia é que desilude. Quem coloca salsicha dita 'Nobre' e chouriço colorau no interior de tal iguaria tem de parar e pensar.

Nunca nos intitulamos como peritos em culinária. Mas o nosso paladar não engana. Esta Francesinha que 'ganha' pelo preço, mas vacila na qualidade dos ingredientes. Para quem quiser uma francesinha perto de casa e more na margem sul do Douro, esta é uma solução suficiente. Fora isso, lamentamos informar que não compensa a viagem...o paraíso que tanto procuramos não mora, certamente, neste Vilar. Um abraço a todos os leitores que fazem do Projecto um sucesso!

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 7 6 6.75
Molho 7 4 5 6 5.5
Batatas 6 5 5 3 4.75
Inovação 6 6 4 5 5.25
Ingredientes 6 6 4 5 5.25
Preço 7 8 5 5 6.25
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.00 5.17 5.00 5.63
CUSTO TOTAL 8.3 €
Filed under: Uncategorized No Comments