Projecto Francesinha Um Projecto de bem comer a norte

15May/1213

Pajú – O Brio da Noite

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A cidade do Porto esconde mistérios curiosos. Alguns agradáveis, outros nem por isso....mas a verdade é que esta pontinha do oceano desperta a curiosidade de todos os povos europeus...talvez por ser clássica, talvez pelo seu toque tropical...ou simplesmente pela distância. Portugal é diferente. O Porto é diferente. Os Portuenses são diferentes. Não obstante, não é de admirar que o nosso prato oficial - a Francesinha - seja diferente. Muito mais que um prato, é um catalisador de histórias, de amizades, de convívio. Desde os convivas aos donos de restaurantes, passando pelos mais velhos, os mais novos, os mais vanguardistas, os mais cépticos...enfim, os mais velhos até...ninguém lhe fica indiferente. Nós não somos excepção e disso nasceu este projecto. Muitos outros vieram antes de nós... um deles é o dono do Paju, uma das mais carismáticas casas de petiscos da cidade do Porto.

Habituada aos holofotes estranhos que a noite portuense proporciona, o Paju é uma casa de petiscos tradicional à moda do norte que abre apenas de madrugada. (21h - 06h) diz a porta. Jornalistas, Professores, Enfermeiros e outros profissionais dos mais variados ramos que trabalham até altas horas da noite são frequentadores assíduos desta casa. De ambiente intimista - eu diria até privado -  o Paju destaca-se pela qualidade do seu atendimento e pelo recato do seu espaço. A porta está fechada...e ali só se entra depois de pressionar a campainha. Connosco não foi diferente... assim que nos sentamos, é-nos perguntada qual a entrada que desejamos..."uns ovinhos, vão?". Aí, conversamos mais um pouco enquanto já degustávamos uma cervejinha. Neste espaço, não há lugar para televisão mas sim para a conversa e para o debate de ideias e opiniões. Não é de estranhar então que a garrafeira (a qual não provámos) tenha uma elevada qualidade e quantidade ao nosso dispôr.
E em meio dedo de conversa aterram as ovas na nossa mesa... "feitas na hora, como todas as nossas entradas aqui". E que delícia eram aqueles ovos recheados de carnes de porco. Um must a não perder! As expectativas para a francesinha estavam então a subir. Seria isso bom? Ainda esperámos um pouco pela sua confecção...mas não demos um único segundo por perdido: eram um espectáculo. O molho grosso e saboroso deixava um sabor intenso - mas não irritante - na boca. As carnes estavam lá todas e de elevadíssima qualidade...caseiras, diria eu até. As batatas, cortadas e fritas na hora são o espelho da preocupação que esta casa tem em se manter fiel ao que tudo dela se vai por aí dizendo.

Um defeito? Para sermos justos...praticamente não tem. O pão era talvez um pouco baixo e um pouco fofo...e o queijo podia ser mais derretido. Mas é injusto dizer isto sem referir que o bife era fora de série. E o molho? Uma delícia, meus amigos...é disto que estamos à procura. No final, 9,25 eur. é caro...mas compensa. Atenção que toda a carta padece deste problema...um mal dos nossos restaurantes um pouco por todo o país.

Contudo, tendo em conta que é dos únicos restaurantes da cidade com este horário, o preço até acaba por não estranhar. Assim como não estranha que o nosso já idoso ranking seja abalado por este pitéu dos deuses. O Paju é o novo terceiro...parabéns Paju e um bem haja a todos os nossos seguidores. Descobrimos mais um templo das francesinhas...este projecto é uma delícia. Até já ;)

Parâmetros lmatias rpinto hvara TOTAL
Local 7 7 8 7.33
Molho 9 6 8 7.67
Batatas 8 6 7 7.00
Inovação 7 6 6 6.33
Ingredientes 8 7 9 8.00
Preço 7 7 7 7.00
PONTUAÇÃO FINAL 7.67 6.50 7.50 7.22
CUSTO TOTAL 9,25 €
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30Apr/122

Restaurante Cardoso – Para lá do Marão

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Viva, caros amantes de Francesinha. Na semana em que se celebra a liberdade o Projecto Francesinha ganhou asas e voou para lá do Marão. Ponto de encontro habitual. 'Ligadela' da praxe para validar que teremos as portas abertas. A resposta é afirmativa, o avião inicia os procedimentos para levantar. Entre nomes de ruas e coordenadas GPS, lá encontramos o 'melhor' caminho. A paisagem é arrebatadora. Monte e mais monte. Tudo verde. Portugal é realmente um país belo. A estrada rasga as montanhas. Grandes obras de arte se afiguram no horizonte. Portugal é realmente o país do asfalto.

A rota é manhosa e requer a maior atenção de piloto e co-piloto. O destino hoje é Vila Real. Situada entre os rios Corgo e Cabril, rodeada pelas serras do Alvão e Marão. Diz a lenda que para lá do Marão mandam os que lá estão, vamos ver se isso também acontece na confecção da Francesinha. Tantas vezes apregoada como prato portuense. Já comprovamos que existem Francesinhas de valor fora do Porto, qual será o veredito desta vez?

Muitos leitores nos recomendaram o Restaurante Cardoso. Era nossa obrigação dar voz a tantas recomendações. Chegados a Vila Real, terra conhecida por alguns de nós. Estacionamento fácil. Entramos no local. Há pessoas que comem ao balcão. Nas mesas também. Na parte de dentro do balcão vemos a agitação da preparação das 'canarinhas'. Pão, molho, carnes...

Somos encaminhados para a sala de baixo. Esta encontrava-se vazia. Estamos por nossa conta, pensamos nós. Sem menu e bem aos estilo transmontano, somo abordados. Escolha é a de sempre: Francesinha c/ batata e ovo.

Aguardamos nem dez minutos e chegam. Rápido de mais, pensamos nós. Chega também uma travessa generosa de batata frita pré-preparada. Começamos mal...
Primeira impressão, molho demasiado líquido, quase parece água. Tamanho agradavél e com um ovo vistoso. Pouco queijo, muito pouco queijo na verdade. Apenas duas fatias para ser correcto, que nem chegam para cobrir o topo da Francesinha.

Avançando para o primeiro corte. O pão fica reduzido a nada, como que se desfaz. Muito mole. Existe fiambre em boa quantidade e um bife de muito boa qualidade. Nada mais tem o interior desta Francesinha.

Um bife realmente de qualidade. As carnes do norte transmontano são realmente do melhor que este país tem. Bem temperada e bem amanhado. Este bife merecia uma melhor companhia. Sentimos falta de uma linguiça e de uma salsichas fresca. Acreditamos que haja por Trás-os-Montes linguiça e salsicha de qualidade. Deveriam estar nesta Francesinha. O molo muito líquido, falta-lhe consistência, falta-lhe aquele sabor picante de nos provocar 'aquela' explosão nas papilas.

Na nossa opinião não compensa a viagem. Acrescida de pórticos e combustível, que hoje em dia pesam bastante nas carteiras dos portugueses.
Cremos que existem opções mais regulares e bem mais perto. Para quem estiver se passagem, porque não saborear um bom bife? É o que aproveitamos desta viagem.

Para lá do Marão comem os que lá estão. Até breve !

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 8 8 7 7 7.50
Molho 6 6 5 6 5.75
Batatas 5 5 5 5 5.00
Inovação 6 5 5 5 5.25
Ingredientes 8 7 5 7 6.75
Preço 6 6 5 5 5.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.50 6.17 5.33 5.50 5.96
CUSTO TOTAL 7,25 €
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16Apr/121

Sítio do Pereira – A Francesinha de Ocasião

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Quantas vezes demos por nós chegados a casa sem grande vontade de fazer coisa nenhuma (muito menos de cozinhar) e no debruçamos com imensa vontade sobre a possibilidade de ir comer uma francesinha ao Café de baixo enquanto degustávamos um oportuno jogo de futebol a qualquer dia da semana e um tradicional fino de fim de dia? Localizado entre Águas Santas e Valongo, o Sítio do Pereira é exactamente isso: um café sossegado em zona limítrofe e residencial...o qual dificilmente encherá à hora de jantar a menos que seja fim-de-semana ou dia de jogo. As suas francesinhas já nos foram apregoadas por vários dos nossos leitores... e assim sendo, marcámos esta casa no nosso mapa e hoje foi o dia escolhido para lá parar. Apesar de utilizarmos as mais modernas tecnologias de navegação (vulgo mapas GPS em smartfone), a localização do referido café foi difícil...julgámos a certa altura quase impossível...mas pouco passavam das 21h quando demos entrada no referido local.

Vazio...completa e totalmente vazio e pensamos que nem um único cliente entrou durante a nossa visita. Só nós...sentados, a ver o Barça esmagar o VillaReal enquanto aguardávamos com ansiedade mais um espécime da nossa mais que tudo. Quando ela chega, ficámos espantados: um cheiro agradável e um tamanho generoso deixavam antever o melhor. A batatas, onduladinhas, quase que reluziam aos nossos olhos. Às primeiras garfadas, ficámos desiludidos: O excesso de fiambre face a um bife que tinha dois dedos de largura - não é altura, é mesmo largura - deitou tudo a perder. O resto das carnes não era nada de especial...e parece que o encanto inicial do molho rapidamente se esvaneceu.

Concluímos que o Sítio do Pereira só tem mesmo uma francesinha como as outras: daquelas que sabem mesmo bem quando temos muita fome mas que no fundo, não têm absolutamente nada de especial. Fica o preço e a amabilidade do atendimento como pontos positivos para quem, morando perto, deseje fazer lá uma visita. De resto, não ponham estas coordenadas nos Favoritos do vosso GPS. Até à próxima.

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 5 6 6 6 5.75
Molho 6 5 4 5 5.00
Batatas 6 6 5 6 5.75
Inovação 4 4 5 6 4.75
Ingredientes 5 5 5 5 5.00
Preço 7 7 5 5 6.00
PONTUAÇÃO FINAL 5.50 5.50 5.00 5.50 5.38
CUSTO TOTAL 6,60 €
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30Mar/125

A Cantarinha – Pérola de Massarelos

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Dia quente no Porto. A hora mudou e os dias mostram-se de forma mais alegre, mais descomprometida. O Projecto está prestes a partir para mais uma descoberta.

Esta semana como anunciado ficamos pelo Porto (para não variar). Bem no centro, bem ali na zona nobre da Maternidade Júlio Dinis. Lugar onde muitos portuenses dão o primeiro choro das suas vidas. No nosso caso foi mais: "Comer e chorar por mais...". Estivemos no modesto e movimentado 'Cantarinha'. Com entrada para o Largo da Maternidade de Júlio Dinis temos um espaço bem tradicional, aquilo que carinhosamente os portuenses chamam de 'tasca'. Balcão de inox á antiga, mesas dispersas pela sala assimétricamente, duas televisões de tamanho considerável.

A 'tasca' estava bem composta. Na tv os vermelhos jogam com os azuis. E advinhem por quem torcem os demais comensais ? Orientamos a nossa mesa e assentamos arraiais. Depois de um dia cheio nada como uma Francesinha para retocar o estômago e animar a alma. Sem rodeios somos abordados. "Quatro Francesinhas?" - pergunta o 'moço'. A resposta é obvia... "São quatro Francesinhas com ovo e batata frita, com tudo a que temos direito".

Dois dedos de conversa. Chegam para a mesa ao lado as Francesinhas. São de tamanho consideravel, com boa cor. Mais dois dedos de conversa e chegam a mesa duas travessas de batata frita. A batata frita de classe tradicional. Duas travessas bem compostas. Provamos uma e confirma-se são batatas reais, um ponto positivo!

Estamos a trincar a segunda batata e ei-las... chegam as nossas mais que tudo! Bom aspecto e com um tamanho de fazer inveja a muitas casas com nome. Primeira batata 'demolhada' no molho. Algo doce comentamos os quatro. Tomate em demasia? Talvez... Coberta por fatias de queijo bem derretido e com boa textura. Avançamos para a primeira garfada. O pão torrado de qualidade mostra bem que estamos numa casa que sabe o que faz. O bife de qualidade mundial. Tenro e bem temperado. Aquele bife que parece 'manteiga'. Com a altura ideal e que dá ao interior da Francesinha um bom aspecto. A acompanhar temos dois tipos de salsicha. Uma de qualidade e saborosa a outra nem tanto... Fatias de fiambre completam o interior desta 'andorinha'.

Surge uma terceira travessa de batata frita. Tudo isto sem nosso pedido, o saber atender é lei neste espaço. O Projecto Francesinha gosta disto! Aparece também uma nova 'rodada' de molho servida pelo empregado. O molho 'aquecido' na hora bem vermelho surge num bule. Bem vermelho e bem quente. Por outro lado a textura e picante estavam no ponto. Este ía sendo servido pelo 'dono' á medida que íamos degustanto a Francesinha.

Pelo ambiente, pelo atendimento e pela Francesinha a Cantarinha merece claramente a visita dos amantes de Francesinha. Deixamos aqui mais um local bem no centro do Porto para os que pensam que já tinhamos esgotados as possibilidades. Com esta chegamos ao numero simbolico de 50 'descobertas'. Uma maratona. Um prazer. Continuaremos. Não percam o próximo episódio porque nós também não...
Até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 9 9 9 7 7.5
Molho 6 6 6 5 5.75
Batatas 8 8 8 8 8
Inovação 5 5 5 5 5
Ingredientes 7 7 7 7 7
Preço 7 6 6 6 6.25
PONTUAÇÃO FINAL 7.00  6.50 6.50 6.33 6.58
CUSTO TOTAL 7,50 €
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16Mar/120

Meia Banana – Banana e Meia

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Guess who's back? É verdade a roda da vida não tem fim para o Projecto Francesinha. A descoberta continua e este 'projecto' começa a tomar dimensões temporais imensas. Temos em carteira uma generosa lista de locais a visitar. É sinal que o prato mais saboroso da cidade portuense continua a ser servido e reinventado em cada recanto desta bela cidade. Vamos continuar e só terminaremos quando os Deuses assim o pretenderem.

Agendas acertadas, local combinado e estamos prontos. Partimos.
Mais uma vez atravessamos o rio para descobrir mais uma Francesinha. Um casa muito comentada e reconhecida por todos os que se dedicam a esta iguaria portuense. Falamos claro está do Snack-bar Meia Banana, em Vila Nova de Gaia.
Chegados ao local, uma zona de prédios com um café por baixo. Esplanada com guarda-sois imponentes. Continuamos dentro do carro até encontrar estacionamento.

Estacionamos bem numa zona sombria. Os aromas pairam no ar, somos abordados por locais que afincadamente nos indicam o melhor caminho. Seguimos as indicações e rapidamente estamos à porta.

Um espaço bem arranjado e moderno, nada que deslumbre. No fundo um Snack-bar. Entramos e escolhemos uma mesa bem de frente para a TV. A sala estava composta e várias mesas estão decoradas com Francesinhas. Bom sinal.
Vista de olhos no menu, escolha fácil: Francesinha Especial com batata frita e ovo. Um pratinho de entradas surge na mesa para ir abrindo o apetite.
O empregado a nós destinado esteve sempre atento, não deixando nada ao acaso.

Breves minutos e as estrelas descem às nossas mesas. Decoradas com um marisco. Bem amarelinhas e com a batata em redor. O camarão que decora a Francesinha confere-lhe um aspecto requintado. O receito é de marisco seja usado no molho...

Primeiras garfadas e primeira constatação: o queijo é banal. Avançamos para o interior e aí temos a grande revelação. Ingredientes de luxo. Um bife incrível. Saboroso e alto, como deve ser. As restantes carnes acompanham da melhor forma. E tornam o interior desta Francesinha o seu grande forte. As batatas 'verdadeiras' não comprometem. Talvez necessário um pouco mais. Receito confirmado. O molho não está ao nivel dos ingredientes. Não tem a textura adequada e parece algo liquido.

Em resumo, boas carnes mas falta um pouco de melhorias no molho.

Aproveito para relembrar que estamos sempre abertos a novas sugestões. Obrigado a todos os que acompanham as nossas aventuras gastronómicas.
Um até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 7 6 7 6 6.5
Molho 5 5 5 6 5.25
Batatas 7 6 7 7 6.75
Inovação 5 7 6 7 6.25
Ingredientes 8 8 9 8 8.25
Preço 7 7 6 6 6.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.50  6.50 6.67 6.67 6.58
CUSTO TOTAL 9,00 €
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5Mar/124

Encontro Académico

Como já é habitual, o Projecto Francesinha reuniu-se uma vez mais. Desta vez, voltámos ao local do costume: o Porto. Fomos para o centro, para a conhecida Cedofeita outrora recheada de estudantes Universitários. Agora, poucos são os que ainda a habitam nos longos dias de Inverno. Um dos espaços outrora mais frequentados era o Café Encontro, que foi alvo da sempre surpreendente visita do Projecto Francesinha neste episódio.

O espaço, remodelado, já pouco tem do antigo encontro. Ainda que o ambiente de hoje seja pouco jovial, o prato tradicional manteve-se fiel ao antigamente: estamos a falar da famosa francesinha, claro está. Antes de nos sentarmos, já os finos estavam na mesa. Uma discussão sobre futebol e um jogo qualquer animavam a discussão que, como se já não bastasse o tema da praxe, era agitada pela natural espera. O PF é uma criança curiosa (e gulosa) por definição e esta visita não foi excepção.

Demorou mas a criança nasceu: depois de mais um golo do Barcelona para a Champions, eis que o empregado nos trouxe o brinde mais esperado: a mui nossa francesinha. Desde logo, reparámos num detalhe que normalmente não gostamos. As batatas vinham dentro do prato, sem grande opção. Os ingredientes não eram fracos mas o molho deixava algo a desejar. Tinha um travo tostado, como que feito à pressa....como que guardado num baú e despejado depois de forma despreocupada. Não fora o molho e as batatas (caseiras, leia-se!) virem no sítio errado, e a conversa sobre esta francesinha seria outra. O espaço é agradável, descontraído, destinado a estudantes ou a quem não se importe de ter um ambiente diferente. O preço é um pouco elevado (7,50eur.) para o que se obtém mas não foge à regra de subidas de preço generalizadas um pouco por toda a restauração. Recomendamos o encontro a quem queira um ambiente rústico e uma francesinha tradicional portuense, mas pouco mais do que isso. Obrigado por todas as mensagens de incentivo que continuam a enviar-nos. Abraços e beijos para todos.

Parâmetros lmatias rpinto dalves TOTAL
Local 7 7 7 7.00
Molho 5 5 5 5.00
Batatas 7 6 6 6.33
Inovação 5 5 5 5.00
Ingredientes 8 7 8 7.66
Preço 6 6 7 6.33
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.00 6.33 6.22
CUSTO TOTAL 7,50 €
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2Jan/122

Café Brandoense – Ao sabor do Vouguinha

O Porto está envolto de frio e humidade, uma noite de verdadeiro Inverno. O Projecto Francesinha saí à rua. As ruas estão iluminadas e o espírito natalício paira no ar. O lado consumista de alguns revela-se, mas as lojas estão repletas apenas de mirones. Compradores são uma espécie rara e com extinção à vista, dadas as medidas a que o povo esta sujeito.
Nada como uma reunião de amigos para esquecer as maleitas da vida. Melhor ainda se estivermos acompanhados por uma bela Francesinha.

Hoje a carreira do Projecto Francesinha ruma para Sul. Atravessamos a ponte com destino ao concelho de Santa Maria da Feira. Viagem rápida ao sabor das conversas da época. Discutimos as últimas compras de Natal. Até à saída numero 5 da A29, tudo perfeito. Depois começa a verdadeira aventura rodoviária, pelo menos para nós... Tudo é novo, só com ajuda da tecnologia chegamos ao nosso destino. Sem antes entrar numa rua em terra batida, orientados por uma conhecida referência na área de Sistemas de Posicionamento Global.

Para não enganar o melhor mesmo é apanhar 'O Vouguinha' e sair no apeadeiro de Paços de Brandão. Do outro lado da estrada temos o Café Brandoense. Um espaço familiar com aspecto acolhedor. O típico café do centro da vila. Entramos e qual não é o espanto deparamo-nos com um espaço repleto de gente! Temos a nossa mesa reservada, que alivio... Lá nos sentamos.

Entram e saem pessoas. Somos corpos estranhos. Aqui todo o mundo se conhece. Todos se cumprimentam de forma calorosa. Sem menu e sem rodeios é-nos perguntado o que desejamos. Obviamente quatro Francesinhas com ovo e batata frita. Somos questionados sobre o ovo. Cozido ou frito? Mas que raio de pergunta é essa, pensamos nós... Após breve explicação decidimos arriscar. No topo em vez de ovo frito é colocado ovo cozido cortado em pedaços.

Aguardamos alguns minutos e chegam à mesa umas batatinhas... Um travessa bem generosa de batatinha caseira. Foi há muito muito tempo a última vez que nos apresentaram batatas de tal qualidade. Uma delícia. Não há batatinhas como aquelas que são colhidas na terra. Vamos picando.

Ei-las! Aspecto saboroso. Cor e tamanho apresentáveis. O ovo cozinho no topo dá um aspecto pitoresco à Francesinha. Até agora valeu bem a viagem. Começa o festim. Molhamos umas batatas e a combinação é consistente. O molho não deslumbra, boa textura e boa cor. Talvez demasiado liquido e a precisar de um pouco mais de picante. O pão bem torrado é do agrado geral. O queijo envolvente de qualidade média derrete-se sobre as fatias de pão. Avançamos para o interior. Fiambre quanto baste. Um bife bem temperado e saboroso, poderia no entanto ser um pouco mais alto. Encontramos um chouriço bem amanhado, mas pequeno. Mas qual não é o nosso espanto quando encontramos também salsicha 'Frankfurt'. Não combina com o restante ramalhete.
Tudo corria bem e surge esta descoberta. Uma desilusão.

Para quem estiver por perto vale a pena a visita. O atendimento de proximidade e a qualidade das batatas são as mais valias deste local. Pelo preço a pagar os ingredientes poderiam ser de melhor qualidade e quantidade.

Este será o último aventura de 2011. Um ano bom para o Projecto. Um ano de crescimento. Para o ano estaremos ainda com mais vontade de encontrar a melhor Francesinha do país!

Boas Festas são o desejo do Projecto Francesinha para todos os nossos leitores e amigos.
Até breve !

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 6 5 6 5.75
Molho 6 5 5 6 5.50
Batatas 9 9 8 8 8.50
Inovação 7 6 6 6 6.25
Ingredientes 5 5 4 4 4.50
Preço 5 5 5 5 5.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.00 5.50 5.83 5.92
CUSTO TOTAL 7,8 €
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12Dec/110

Caffe Luso – Moderno sem História

Noite agradável na nossa bela cidade. O Projecto Francesinha sai à rua para mais uma descoberta. Desta feita a viagem leva-nos até ao coração da cidade, a uma das praças mais emblemáticas para todos os portuenses. Falo-vos da Praça Carlos Alberto. E obviamente a visita foi ao histórico Café Luso. Um espaço remodelado, mas com bastante tradição entre as várias classes sociais portuenses. Revela-se um local de passagem obrigatória do dia e da noite portuenses, bem como dos demais turistas que todos os dias visitam a nossa querida cidade.

Estamos com menos um elemento. Estamos com a mesma determinação e vontade de provar e avaliar as melhores francesinhas do país! Será desta? Sempre que entramos num local a pergunta surge na mente de cada um. A descoberta é algo que nos move. Os vossos comentário e sugestões dão aquele 'gostinho' especial e ajudam-nos a manter a chama bem acesa.
Chegados ao local, entramos e procuramos uma mesa, virada para o ecrã. Jogam os verdes e os azuis. Somos prontamente abordados. O empregado de menu em punho faz-nos sentir em casa. Atendimento eficaz e inteligente. A condizer com a decoração e luminosidade da casa. Espaço amplo, moderno e bem iluminado. Para alguns uma casa de passagem diária quase obrigatória. As lides empresariais assim o obrigam.

Olhar de lince e escolha fácil. Francesinha com batata frita. Reparamos que existe uma 'modalidade' em que as carnes são aconchegadas em pão bijou. Optamos pelo 'normal' para manter a coerência.

Dois dedos de conversa. A sala bem composta por turistas e locais vai animando a nossa espera. Novas oportunidades de negócio são discutidas. Novas aventuras profissionais são ponderadas. 'Sempre na brecha sempre à procura.' A vida flui ao seu ritmo de cruzeiro. Cada um procura sempre melhor. Todos procuramos a melhor Francesinha do País. O golo dos verdes não entra. Mas entram em jogo umas apetitosas francesinhas. Bom aspecto. Sem ovo. Um prato bem composto. A acompanhar umas batatas fritas 'quase' palito. Finas e congeladas é o que se pode dizer.

O molho algo aguado. Parece ser de 'encomenda'. Provamos. Não compromete mas também não gera 'aquela' explosão de sabores na nossa boca. As batatas finas e sem sabor não ajudam. Partimos para o centro das atenções. Um queijo normal envolve um pão normal. Ligeiramente tostado como manda a lei. Os ingredientes estão lá todos. Mas falta algo. Falta ali algo que os una. Que lhes dê aquele toque especial. Temos o bife muito sólido. Um bife bom, alto e de qualidade. Uma linguiça. Uma salsicha fresa. Umas fatias de fiambre. Temos tudo e não temos nada. Se é que me entendem...
Estamos perante uma francesinha que podia e devia ser algo mais. Mas talvez a rotatividade dos comensais seja tanta que a rotatividade na cozinha também. A forma como fazemos as coisas. A paixão que nelas colocamos conta muito.

No fundo um local de eleição na baixa portuense merecia algo mais. Pela história, pela tradição, pelo ar moderno que agora invade cada canto deste local. Aliado ao requinte do espaço pedia-se algo mais na Francesinha. Que no fundo é a menina da cidade e de muitas casas no centro do Porto. O preço é um factor que nos dias que correm pesa na decisão e na carteira dos amantes de Francesinha.

Já lá vão 43! Um trajecto longo e saboroso. Com altos e baixos. Surpresas e desilusões. Temos pela frente muitos e muitos mais locais a visitar. Continuem a acompanhar-nos nestas aventuras gastronómicas.
Até breve !

Parâmetros dalves
rpinto
hvara
TOTAL
Local 7 7 7 7.00
Molho 6 4 5 5.00
Batatas 5 5 4 4.67
Inovação 5 5 5 5.00
Ingredientes 6 5 6 5.67
Preço 5 4 5 4.67
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 5.00 5.33 5.33
CUSTO TOTAL 10 €
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26Nov/116

Taberna Belga – O verdadeiro Outsider

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Para quebrar a rotina, o Projecto Francesinha decidiu esta semana abrir a decisão da nossa próxima visita à nossa blogosfera. Cerca de 80 responderam ao nosso apelo, votando nos espaços que mais gostavam de ver visitado. Em dia de jogo, o nosso verdadeiro Francesinha Bus rumou a norte, mais concretamente à cidade dos Arcebispos: Braga recebeu-nos de braços abertos. O destino era conhecido: a muito famosa Taberna Belga vestiu-se de gala para nos receber.

Era um dia de frio. Um dos muitos que temos sido brindados recentemente. A dificuldade de estacionar ditava uma ainda maior: a de arranjarmos uma mesa. O Porto empatava e várias pessoas perfilavam-se à volta da enorme Taberna Belga cheias de esperança....de comer uma francesinha ainda nesse dia. É sabido que o Projecto não aprecia esperas de larga espera mas para sorte da noite, entrámos sem grandes demoras. Pedimos a francesinha especial da ordem, com batata e ovo. E aguardámos. As diferentes salas deixavam antever um ambiente mais que caseiro e a interacção com os empregados era rápida, simpática e eficiente. O Porto marcara, a cerveja escorregava e os braços estavam no ar: tudo parecia mais fácil.Entre dois dedos de conversa e muita ansiedade, vimos passar por nós a sublime princesa: aspecto suculento, voava como um boeing trans-atlântico...cheia de velocidade para outra mesa. Do nada, bola na área, o Rodriguez mete o pé e a bola está na baliza: 4 francesinhas aterram no aeroporto do Projecto. Estes verdadeiros voos low-cost cedo se revelaram de primeira classe, apesar de não parecerem: o aspecto tosco e o molho muito alaranjado - a sugerir o abuso da mostarda como ingrediente principal - parecia encaminhar-nos para a ravina da desilusão. Contudo, o PF não se deixa cair fácil!

Na primeira garfada, a opinião não foi unânime mas à medida que íamos comendo, íamos gostando cada vez mais. É daquelas francesinhas que parece grandes no prato, que enchem o estômago sem nos deixar com a sensação de enfartamento que muitas francesinhas nos deixam. O molho era diferente do que estávamos habituados: sabores fortes de um picante diferente que sem sabermos identificar, habituamos a gostar pela facilidade com que envolve a francesinha. O pão, não muito tostado, acompanhava as inovações no molho que, pela primeira vez em muitas sessões do PF, aprovávamos!

No interior, a falta de salsicha fresca e linguiça era compensada pela presença de chouriço saloio e outras variantes de fiambre. Será isto uma francesinha? A nossa resposta era sim! O queijo de boa qualidade e o bife de topo não deixavam enganar. A casa era acolhedora e o preço era convidativo (cerca de 8 euros). Apesar das falhas em relação à tradição, o PF aprovou com distinção esta nova forma de fazer a francesinha: low-cost, confortável e saborosa, a Taberna Belga é um verdadeiro outsider que entra directo no nosso top 10. Recomendamos a todos aqueles que, na zona norte, queiram provar algo diferente. Um abraço e até já a todos os amantes de Francesinha.

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 6 7 6 7 6.50
Molho 8 7 7 7 7.25
Batatas 6 6 6 5 6.00
Inovação 9 8 8 7 8.00
Ingredientes 6 5 5 5 5.25
Preço 8 7 7 7 7.25
PONTUAÇÃO FINAL 7.17 6.67 6.50 6.50 6.71
CUSTO TOTAL 8,03 €
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10Nov/112

Bonanza – Canto Saboroso de História

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Caros amantes de Francesinha, o Projecto de todos vós está de volta. Tínhamos em mente uma viagem para fora do Porto. O tempo invernal rapidamente mudou as nossas ideias. Vários acidentes nas vias principais em redor do Porto. Um verdadeiro caos no trânsito portuense. Para jogar pelo seguro optamos por ficar por cá. São colocadas as opções em cima da mesa. Tomamos o rumo da Avenida Fernão Magalhães. A chuva, o vento e o frio chegaram para ficar. Verdade seja dita, já era altura.

Poucos minutos estamos à porta de uma das casas mais antigas da cidade do Porto. Findavam os anos 60 quando foi fundado o Café, Snack-Bar e Restaurante Bonanza. Casa típica do nosso querido Porto. Com uma história que se confunde com a história da cidade. Casa que evoluiu com o tempo e se adaptou as novas rotinas dos portuenses. À porta apresenta-se uma entrada colorida por um generoso reclamo luminoso.

Efectuamos inversão da marcha, bem ao estilo 'tuga'. Estacionamos o carro um metros mais à frente. Vamos fugindo das gotas que o céu nos vai atirando. Chegamos. Entramos e gostamos do que vemos. Somos abordados por um empregado que nos encaminha para a mesa. Aqui a arte de bem servir é levada a sério. Rigor, experiência e dedicação são factores de selecção dos novos colaboradores, não haja dúvidas.

Pedimos uns petiscos para ir 'picando' enquanto vamos olhando o menu. 'Francesinha nº 25' e 'Francesinha - A Primitiva' surgem no menu entre outras opções. Ficamos curiosos. Optamos por uma escolha coerente: Francesinha especial com ovo e batata frita. Os petiscos evaporam-se. Somos esclarecidos pelo empregado 'a nº 25' é uma Francesinha com gambas e mais umas coisas. A 'primitiva' é amanhada com 'pão bijou'. Passamos. Continuamos com a nossa escolha.

Olhando em volta, temos uma decoração sóbria. O negócio evoluiu mas a decoração manteve-se clássica, com um toque dos anos 70. Um espaço confortável que têm agradado as várias gerações de clientes que por lá vão saboreando pratos de excelência. De referir que esta casa tradicional tem entregas de refeições ao domicílio. Algo que estamos habituados a ver em grandes cadeias de fast-food. Uma ideia com classe, levar até nossa casa refeições de qualidade. Quem sabe uma noite o Projecto não fica em casa e saboreia a sua Francesinha no aconchego do lar ? Podiamos, mas não era a mesma coisa :) . Somos malta do terreno. Somos exploradores.

Ei-las! Bom aspecto. A acompanhar umas batatinhas fritas. Saltaram do congelador, ponto negativo. Com sal q.b. e um aspecto moreno. Avançamos para as meninas da noite. Um ovo generoso no topo. O pão ligeiramente tostado. Estamos perante um Francesinha de qualidade. Molho picante, como deve ser. Agradando a todos ou não, é um molho tradicional. Espessura e textura à antiga...(se bem que um pouco de inovação neste ponto não faria nada mal à sua saúde...) envolvendo de uma forma consistente todo aquele paralelepípedo amarelo.

No interior temos tudo a que temos direito. Em quantidade e em qualidade. Um bife tenro e bem confeccionado. Os enchidos estão presentes bem no interior. Conferem ao recheio um sabor picante e bem temperado. De facto uma Francesinha de qualidade. Não poderíamos esperar outra coisa de uma casa tão respeitada pelos portuenses.

Ambiente seleccionado num local com atendimento superior. A Francesinha acompanha toda esta classe e coloca-se firmemente nos 15 primeiros lugares do nosso top. Enquanto o IVA não sobe lá nos vamos dando a estes pequenos grandes luxos. As descobertas continuam e não ficam por aqui. Até breve!

Parâmetros lmatias rpinto hvara dalves TOTAL
Local 7 7 7 7 7.00
Molho 6 4 6 4 5.00
Batatas 8 7 5 7 6.75
Inovação 5 5 6 6 5.50
Ingredientes 9 8 8 8 8.25
Preço 7 7 6 7 6.75
PONTUAÇÃO FINAL 7.00 6.33 6.33 6.50 6.54
CUSTO TOTAL 8,60 €
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